Mercadona fatura mais 5,5% em 2020 e cria 5 mil postos de trabalho

A MERCADONA CRIA 5.000 NOVOS POSTOS DE TRABALHO E FATURA 26.932 MILHÕES, MAIS 5,5% EM 2020

·    A Mercadona criou 5.000 novos postos de trabalho, uma média de 16 por dia, para finalizar o ano passado com uma equipa de 95.000 pessoas com contrato sem termo.

·    Financiada com os seus recursos próprios, a empresa investiu mais de 1.500 milhões de euros para acelerar a brutal transformação em que está imersa e impulsionar um modelo de empresa mais digital, produtivo e sustentável.

·    Após partilhar com a equipa 409 milhões de euros a título de prémios, valor que representa mais de 25% do lucro total gerado, e 364 milhões com a Sociedade a título de impostos (mais 29% do que em 2019), a empresa obteve um lucro líquido de 727 milhões de euros (+17%).

·    A Mercadona continuou com o seu plano de expansão em Portugal atingindo as 20 lojas em 2020, com uma faturação de 186 milhões de euros e um investimento de 113 milhões de euros, assim como a criação de +800 novos empregos alcançando os 1.700 colaboradores. A Mercadona já tem uma loja em Ermesinde a até final do ano vai abrir em Valongo.

A Mercadona, empresa de supermercados físicos e de venda online, aumentou em 2020 as suas vendas consolidadas em superfície constante em 5,5 %, até aos 26.932 milhões de euros, dos quais 186 milhões correspondem às vendas das suas 20 lojas em Portugal. Além disso, a empresa obteve um lucro líquido de 727 milhões de euros, mais 17%, após ter partilhado com a equipa 409 milhões de euros a título de prémios por objetivos, e 364 milhões de euros, mais 29%, com a Sociedade a título de impostos. Estes resultados são um claro indicador da determinação com que a Mercadona está a levar a cabo a brutal transformação em que se encontra imersa para impulsionar um modelo de empresa mais digital, produtivo e sustentável.

Para isso, e com o objetivo de acelerar esta alteração decisiva, a Mercadona realizou um investimento de mais de 1.500 milhões de euros em 2020, um esforço de investimento suportado por recursos próprios, que se enquadra no seu plano estratégico 2018-2023.

Como resultado deste investimento, a Mercadona finalizou o ano com 1.641 supermercados, após abrir 70 supermercados, 10 deles em Portugal, e fechar 65 lojas que não se ajustavam ao seu novo modelo mais eficiente e sustentável. Manteve igualmente o processo de renovação da sua rede de supermercados e finalizou o ano com 1.000 supermercados adaptados ao Novo Modelo de Loja Eficiente (Loja 8), após remodelar 152 lojas. A empresa também continuou com a implantação da nova secção “Pronto a Comer”, o que lhe permitiu finalizar o exercício com 650 lojas com a nova secção, 20 delas em Portugal.

A Mercadona em Portugal

Com a abertura de mais 10 lojas em 2020, atingindo as 20 lojas no país, a Mercadona alcançou um volume de vendas de 186 milhões de euros. Com o objetivo de contribuir para a criação de riqueza, a Mercadona pagou 32 milhões de euros em impostos através da empresa Irmãdona Supermercados, sediada em Vila Nova de Gaia, onde se situam os novos escritórios inaugurados em junho de 2020. Durante o mesmo período, criou 800 empregos – todos sem termo – finalizando o ano com uma equipa de 1.700 colaboradores e um investimento de 113 milhões de euros.

A previsão para 2021 é de abrir mais 9 lojas no país. Com a finalidade de dar continuidade ao seu projeto de expansão em Portugal, a empresa investirá 150 milhões de euros e recrutará 500 pessoas, sempre com contrato efetivo desde o primeiro dia.

5.000 novos postos de trabalho criados. Uma média de 16 novos empregos por dia

O esforço de investimento realizado, além de gerar riqueza e atividade, materializou-se na criação de 5.000 postos de trabalho estáveis e de qualidade, 4.200 em Espanha e 800 em Portugal, até finalizar com uma equipa de 95.000 pessoas, 93.300 em Espanha e 1.700 em Portugal.

Com o objetivo de continuar a impulsionar com factos, iniciativas pioneiras em matéria de qualidade laboral e conciliação, a Mercadona continuou a avançar com a implantação de uma nova jornada laboral de cinco dias para o pessoal dos seus supermercados em Espanha (em Portugal foi implementado desde a abertura da primeira loja em 2019). Esta medida, conhecida internamente como Jornada 5+2, permite ao pessoal das lojas descansar dois dias completos por semana e desfrutar também de oito fins de semana prolongados (sábado, domingo e segunda) durante o ano. Neste sentido, a empresa deu mais um passo para avançar em matéria de conciliação e todos os colaboradores de loja contam com um calendário anual, com todos os seus dias livres planificados, uma ferramenta inovadora dentro do setor da distribuição.

Gestão da COVID-19: Nos momentos excecionais surgem as pessoas excecionais

Para fazer frente à situação decorrente do Estado de Emergência iniciado a 18 de março de 2020 em Portugal (e em Espanha a 14 de março de 2020), a Mercadona adaptou em 36 horas os seus mais de 1.600 supermercados e restantes instalações logísticas, Colmeias (armazéns exclusivos para a venda online) e escritórios, com dois objetivos principais: proteger a saúde e a segurança dos “Chefes” (que é como internamente chama aos clientes) e dos 95.000 colaboradores, e garantir o fornecimento, após fazer parte de um setor, o da distribuição, que foi declarado serviço essencial.

A empresa implementou mais de 100 iniciativas, com um custo de 200 milhões de euros, para tornar efetivo este compromisso. Para garantir a saúde e a segurança, forneceu elementos de higiene e prevenção, como gel desinfetante, papel e luvas, e aumentou os processos de desinfeção e limpeza. Além de proporcionar aos colaboradores máscaras e óculos de proteção e instalar nas caixas barreiras de proteção de acrílico. Também decidiu paralisar serviços como a telecompra, pedidos online preparados e servidos a partir das lojas, Pronto a Comer, o presunto à faca ou o sumo de laranja recém-espremido; e redesenhou alguns negócios, entre os quais se encontra a Padaria e Pastelaria. Entre os meses de agosto e outubro, estes serviços foram sendo progressivamente reativados, assim que as condições de saúde e segurança para os “Chefes” e colaboradores o permitissem.

Igualmente, e com o objetivo de que a equipa se sentisse sanitariamente segura, desenvolveu a partir dos departamentos de recursos humanos e informática um serviço telefónico adicional chamado 3C (Call Center COVID), que dá informação 24 horas aos colaboradores da Mercadona em caso de qualquer dúvida sobre a doença.

Graças ao envolvimento da equipa, a empresa pôde superar, desde o início da pandemia, os diferentes cenários que enfrentou. Por isso, no mês de abril de 2020, e para reconhecer o esforço extraordinário que as 95.000 pessoas que compõem a equipa estavam a realizar para satisfazer “O Chefe”, foi distribuído um prémio extraordinário de 43 milhões de euros.

Além disso, e com o objetivo de proporcionar maior liquidez aos fornecedores, foram ampliadas as linhas de confirming no valor de 2.100 milhões de euros com várias entidades bancárias. Desta forma, foram adiantados pagamentos a fornecedores e facilitou-se o acesso a financiamento, contribuindo para garantir o abastecimento e a estabilidade de uma equipa conjunta de mais de 600.000 pessoas. Um componente, o Fornecedor, que realizou um esforço constante para continuar a sua atividade e ajudar a que a roda da economia não parasse.

Consciente do impacto social que a COVID-19 está a gerar e das suas consequências sociais e económicas, a empresa reforçou o seu compromisso solidário em 2020 para oferecer uma resposta ágil e decidida às necessidades das pessoas mais desfavorecidas. E fê-lo com a maior doação de alimentos realizada pela Mercadona até à data, como corresponde a um momento excecional como o que estamos a viver: 17.000 toneladas de produtos durante estes doze meses a cantinas sociais, bancos alimentares e outras instituições de solidariedade, das quais 15.800 foram distribuídas em Espanha e 1.200 em Portugal. Estas doações implicaram duplicar as realizadas em 2019 e foram distribuídas por 290 cantinas sociais, mais de 60 bancos alimentares e outras entidades sociais e instituições de solidariedade. Além disso, a empresa prestou outras ajudas especialmente relevantes, como as entregas de alimentos e produtos de limpeza levadas a cabo nos Centros de acolhimento Temporário para doentes COVID-19 no norte de Portugal.

Juan Roig, presidente da Mercadona, afirma que “2020 foi um ano duro, raro e difícil, que nos permitiu reafirmar que a verdadeira força da transformação da empresa são as pessoas que formam este projeto. Todos fomos capazes, apesar dos momentos de incerteza, de vencer os nossos medos, tomar decisões corajosas e trabalhar em equipa para abrir os mais de 1.600 supermercados da empresa todos os dias. É nos momentos excecionais que surgem as pessoas excecionais; o esforço pessoal e a capacidade de superação das 95.000 pessoas que formam a nossa equipa, dos 3.000 fornecedores e dos seus colaboradores são uma referência e um exemplo para a sociedade”.

A melhor gestão da história da Mercadona. Transformação digital e sustentabilidade

Para avançar com firmeza na sua transformação digital, durante 2020, a Mercadona continuou a trabalhar no desenvolvimento do seu serviço de compra online, que iniciou em 2018, com a abertura, no passado mês de abril de 2020, e em pleno confinamento, da sua nova Colmeia em Madrid. O novo centro de distribuição online implicou um investimento de 12 milhões de euros e junta-se às Colmeias que a empresa tem localizadas em Barcelona e Valência. Este contínuo trabalho de adaptação das mais de 1.400 pessoas que formam a Mercadona Online, para continuarem ligadas e se anteciparem às necessidades do “Chefe” online, levou a empresa a alcançar 176 milhões de rendimentos através deste canal.

Além disso, a empresa continuou a reforçar a sua produtividade e a segurança da informação, dotando o seu sistema informático das tecnologias mais avançadas. Para isso, investiu 18 milhões de euros para finalizar a migração dos processos financeiros, como as vendas em loja, os pagamentos aos fornecedores e a gestão da tesouraria, para o sistema SAP S/4HANA e SAP Fiori, com o objetivo de os otimizar através de aplicações mais homogéneas e um grande volume de informação mais acessível a partir da nuvem. Do mesmo modo, finalizou e transferiu os programas informáticos para o Centro de Processamento de Dados em Villadangos del Páramo (Leão).

Consciente da necessidade de acelerar e contribuir para continuar a cuidar do planeta, a pandemia não travou a empresa, que continuou a apostar nas energias renováveis e a investir por meio de uma estratégia sustentável. Ao longo do ano, instalou placas solares em mais de 8 lojas e desenvolveu a logística verde para continuar a diminuir as suas emissões, além de aderir à iniciativa Lean & Green, impulsionada pela AECOC, para alcançar em 2023 uma descida acumulada de 30 % de emissões. Também acelerou o compromisso de ir em direção a uma Mercadona mais verde, ativando em mais de 70 lojas a sua Estratégia 6.25: seis ações com o triplo objetivo de, até 2025, reduzir 25 % do plástico, tornar todas as embalagens recicláveis e reciclar todos os resíduos plásticos. Um projeto atualmente presente em mais de 600 lojas onde, além de informar e formar os seus clientes e colaboradores sobre reciclagem e sustentabilidade, os informa dos seus factos.

Um investimento de 1.500 milhões de euros em 2021 para ativar a economia

A Mercadona vai continuar a impulsionar o seu plano de transformação 2018-2023 e, para isso, tem previsto investir 1.500 milhões de euros em 2021 (150 milhões de euros em Portugal), que destinará, principalmente, à abertura de 97 novos supermercados, 88 em Espanha e 9 em Portugal; à remodelação de 88 supermercados para os adequar ao Novo Modelo de Loja Eficiente (Loja 8); e à implantação da nova secção de Pronto a Comer em outros 200 supermercados. Além disso, continuará a otimizar a sua rede logística, com a remodelação e inauguração de novos blocos logísticos, e destinará importantes recursos à transformação digital, outro dos desafios da empresa, assim como a reforçar o modelo online. Para tudo isso, a empresa criará mais de 1.600 postos de trabalho estável e de qualidade em 2021, entre Espanha e Portugal (500 em Portugal).

O presidente da Mercadona, Juan Roig, afirmou que “2021 e 2022 vão ser anos muito difíceis e, embora existam muitas incertezas, existe mais vontade de continuar a superá-las. Por isso, o nosso compromisso, do qual me sinto orgulhoso, é continuar a dar o melhor de cada um de nós sem esperar que ninguém nos peça nada, convencido de que se os 95.000 remarmos como sabemos, alcançaremos aquilo a que nos propusermos. Porque, além do talento da equipa extraordinária que formamos e dos importantes avanços que estamos a fazer na digitalização, uma empresa precisa de uma liderança capaz de realizar todas as mudanças necessárias, se não, desaparecerá. Mudanças que passam por fazer o que for preciso para garantir uma qualidade efetiva a um preço imbatível e continuar a avançar na promoção de um ecossistema de valores e ações centrados em beneficiar as pessoas, a sociedade e o planeta”.

     Projeto Legado Juan Roig e Hortensia Herrero

Juan Roig também assinalou como, tanto ele como a vice-presidente da Mercadona, Hortensia Herrero, partilham e reinvestem na sociedade uma parte importante dos dividendos provenientes da sua participação na Mercadona e do seu património pessoal: 70 milhões de euros em 2020, mais 40%, através do Projeto Legado nas suas diferentes iniciativas (Empreendedorismo, Formação, Desporto, Entretenimento, Arte e Cultura); e 100 milhões previstos para 2021.

Este compromisso, que teve início há mais de uma década, nasce da convicção, por parte de ambos, de que “o conhecimento e o dinheiro dão a felicidade… se os partilhar”. E, no seu caso, através de distintos projetos sustentáveis e solidários, como são: Marina de Empresas, Fundação Trinidad Alfonso, Valencia Basket Club, L’Alqueria del Basket, Licampa 1617 (Casal España Arena de València) e Fundação Hortensia Herrero.