Prémios Carlos Fiolhais entregues na Maia

Prémios Carlos Fiolhais distinguem talento jovem, escolas e projetos de inovação tecnológica na Maia

A 1.ª edição dos Prémios Carlos Fiolhais, promovida pelo Centro de Inovação Carlos Fiolhais (CICF), o laboratório de inovação social com tecnologia – doCDI Portugal, da Câmara Municipal da Maia e do Programa Regional Norte 2030 – distinguiu a escola, professor, alunos e projetos que se destacaram, ao longo do último ano, pela participação, criatividade, inovação tecnológica e ligação à comunidade.

Prémio Escola: Escola Gonçalo Mendes da Maia


publicidade
Espaço Publicitário

A Escola Gonçalo Mendes da Maia recebeu o Prémio Escola, reconhecimento atribuído pela sua excelência na participação, envolvimento e compromisso com as atividades do CICF. Este galardão destaca o papel fundamental da instituição na promoção de competências digitais, criativas e sociais entre os seus alunos, bem como a integração estratégica de oportunidades de experimentação tecnológica no seu percurso educativo. Os alunos exploraram plenamente os 7 universos disponíveis, enquanto a parceria proporcionou ainda um enriquecimento significativo: apoio na dinamização da rádio escolar e a apresentação da oferta completa do CICF à comunidade educativa. O envolvimento foi ainda amplificado pelos próprios docentes, que no Universo Voice se deslocaram ao centro para um workshop de rádio, onde criaram e gravaram podcasts temáticos sobre as disciplinas que lecionam, reafirmando que a curiosidade e a vontade de aprender são atributos que verdadeiramente não conhecem limite de idade.

Prémio Professor: Professora Manuela Silva, Escola Gonçalo Mendes da Maia

O Prémio Professor foi atribuído à Professora Manuela Silva, docente de Biologia e Geologia da Escola Gonçalo Mendes da Maia, pelo seu papel na mobilização, acompanhamento e inspiração dos alunos. A distinção sublinha a importância dos professores enquanto mediadores entre a escola, a tecnologia e os novos ambientes de aprendizagem, reconhecendo o incentivo dado aos alunos para participarem, experimentarem e ganharem confiança na utilização da tecnologia como ferramenta de criatividade, colaboração e conhecimento.

Prémio Aluno / Digger: Kevin Bergonsi, Escola Gonçalo Mendes da Maia

Kevin Bergonsi, aluno de 12 anos da Escola Gonçalo Mendes da Maia, foi distinguido com o Prémio Aluno / Digger, reconhecimento que homenageia o seu percurso singular de crescimento, curiosidade genuína e compromisso demonstrado no desenvolvimento de competências digitais e sociais. Este galardão valoriza, acima de tudo, o processo de aprendizagem em toda a sua plenitude: explorar, experimentar, falhar, voltar a tentar e evoluir — pilares fundamentais da metodologia do CICF. Kevin corporiza perfeitamente o espírito “digger” que caracteriza o Centro: jovens investigadores que questionam, procuram soluções criativas e mobilizam a tecnologia de forma responsável e inovadora. O seu percurso privilegiou três universos de exploração: Make (3D for a Cause), onde desenvolveu projetos de criação tridimensional com propósito social; CODE (Clube de Código), onde aprofundou competências de programação; e Bot (Clube de Robótica), onde aplicou conceitos de automação e engenharia. Uma trajetória que testemunha a versatilidade e o enraizamento profundo do seu compromisso com a aprendizagem contínua e inovadora.

Prémio Comunidade: Joaquim Alves e Sebastião Silva, Escola Dr. Vieira de Carvalho

O Prémio Comunidade — Melhor Dupla Micro:bit foi atribuído a Joaquim Alves e Sebastião Silva, da Escola Dr. Vieira de Carvalho, pelo projeto “BETO – Assistente de Estudo”. O desafio convidava os participantes a desenvolver um digital companion com recurso ao micro:bit, uma pequena placa programável que torna a aprendizagem da programação e da eletrónica mais acessível e prática. Com sensores, botões, luzes LED e ligação a outros dispositivos, o micro:bit permite criar protótipos interativos e desenvolver competências como pensamento computacional, lógica, criatividade, resolução de problemas e trabalho em equipa.

O projeto vencedor destacou-se por aplicar a tecnologia a uma necessidade concreta do quotidiano escolar: apoiar os alunos na organização e acompanhamento do estudo, demonstrando como ferramentas simples podem dar origem a soluções úteis e com impacto na comunidade estudantil.

Prémio do Público: Rafaela Carmo, Escola Secundária da Maia

O Prémio do Público — Pixel 3D foi atribuído a Rafaela Carmo, aluna de 17 anos da Escola Secundária da Maia, pelo projeto “Sem as abelhas não sobrevivemos”, reconhecimento que reflete a escolha do público aquando da Exposição Viva. Desenvolvido no âmbito do Universo Green, um dos desafios lançados à comunidade escolar, o projeto destacou-se pela notável capacidade de cruzar tecnologia, expressão artística digital e consciência ambiental, numa demonstração clara do potencial educativo das artes e tecnologias digitais. Integrado na disciplina de Oficina Multimédia B, o desafio individual “Cria um GIF Animado 3D com Pixel3D” propunha estimular a criatividade visual, a modelação tridimensional e a expressão artística digital. Rafaela respondeu com excelência, recorrendo à criação digital não apenas como ferramenta estética, mas como meio transformador de sensibilização: através da representação visual das abelhas e dos seus ecossistemas, comunicou a importância vital destes polinizadores e a urgência imperativa da proteção da biodiversidade. Uma obra que evidencia o talento, a sensibilidade crítica e a inovação desenvolvidos na convergência entre as artes, as tecnologias digitais e a consciência ecológica.

Inaugurado em junho de 2025, o CIFC nasceu com o objetivo de criar um ambiente propício ao desenvolvimento de projetos inovadores, com especial foco nos jovens do 3.º ciclo e do ensino secundário. É neste contexto de inovação que os Prémios Carlos Fiolhais surgem para celebrar a ciência, a tecnologia e a inovação social, dando palco ao talento jovem e ao trabalho desenvolvido pelas escolas do concelho da Maia nos sete universos temáticos do Centro: Code, Bot, Play, Make, Green, Voice e Link.

Um primeiro ano marcado por mais de 1.500 participações:

Ao longo do primeiro ano de atividade, o CICF registou mais de 1.500 participações entre alunos e professores dos sete Agrupamentos Escolares do município da Maia, num total de mais de 515 horas de atividades nas mais variadasáreas da programação, robótica, gaming, impressão 3D, sustentabilidade, rádio, comunicação e criatividade digital. Neste período, o CICF consolidou-se como um espaço de referência para a comunidade educativa da Maia, funcionando como uma extensão tecnológica das escolas e como um ambiente complementar de aprendizagem prática.

Para João Baracho, Diretor Executivo do CDI Portugal, os vencedores demonstram o papel do CICF enquanto espaço de democratização do acesso à tecnologia, ligação à escola e desenvolvimento de competências para o futuro: “Os vencedores desta primeira edição dos Prémios Carlos Fiolhais mostram que a inovação acontece quando damos aos jovens espaço para experimentar, errar, aprender e transformar ideias em soluções concretas. Cada escola, professor, aluno e projeto distinguido representa o melhor do que queremos construir no CICF: uma comunidade educativa mais curiosa, mais criativa e mais preparada para usar a tecnologia como ferramenta de empoderamento e mudança social. Neste primeiro ano, ficou claro que a inclusão digital é um direito e que, quando colocamos as pessoas no centro, a transformação digital ganha verdadeiro impacto. Este é apenas o primeiro capítulo de uma história que ainda agora começou”, afirma João Baracho.

CICF: um laboratório de inovação social ligado à comunidade estudantil

Mais do que um espaço educativo, o CICF afirma-se como um laboratório local de formação de competências digitais e experimentação tecnológica, com ligação direta às escolas e à comunidade estudantil da Maia. O Centro foi desenhado para funcionar em articulação com a rede educativa do concelho, promovendo visitas de estudo, desafios tecnológicos, projetos colaborativos e atividades que complementam o trabalho desenvolvido em contexto escolar.

Através dos seus diferentes universos, o CICF permite aos jovens aprender na prática, usar tecnologia de forma real, pensar criticamente, trabalhar em equipa e desenvolver projetos com ligação ao território. As áreas de intervenção incluem robótica, eletrónica, inteligência artificial, combate à desinformação, desenvolvimento de aplicações, impressão 3D, fabricação digital, design, rádio, artes, música, gaming e sustentabilidade.

O Centro representa uma aposta estratégica do CDI – Center of Digital Inclusion numa educação mais inclusiva, tecnológica e orientada para o futuro e os Prémios Carlos Fiolhais reforçam a sua missão de reconhecer e valorizar o talento que nasce nas escolas, aproximando ciência, tecnologia, criatividade e impacto social da comunidade educativa da Maia.