Utentes do Amanhã da Criança realojados em unidade hoteleira

Ainda esta sexta feira, 58 utentes e 12 funcionários da Residência Sénior Amanhã da Criança vão ser instalados numa unidade hoteleira da cidade. Depois da transferência de todos os utentes, a IPPS vai proceder à desinfecção das instalações. Recorde-se que já faleceram dois utentes.

Em declarações à comunicação social, o presidente da instituição, José Manuel Correira, garantiu que todos os utentes e funcionários já foram testados à COVID – 19, sendo que 25 deram positivo e 50 negativo. Faltam ainda os resultados de 30 testes efetuados. Feitos os testes, os idosos do lar Amanhã da Criança vão transferidos ainda hoje, numa operação coordenada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil.

Em comunicado, o presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, adianta que “perante a indecisão das autoridades competentes”, o município decidiu assumir a responsabilidade de encontrar uma solução. “Lamento profundamente a duplicidade de critérios, já que em Famalicão e Vila Real toda essa operação foi assumida pela administração central. A indecisão atrasou a operação que a Câmara Municipal vai agora realizar”, acrescenta a mesma nota.

Na unidade hoteleira, os utentes vão ser mantidos isolados em quartos individuais e acompanhados por pessoal e corpo clínico da instituição. Todos aqueles que tenham testado positivo, ou que estão a aguardar resultado, ficarão num piso inferior da unidade hoteleira. Os restantes serão realojados em andares superiores, com um piso de segurança entre eles sem ocupação.

O lar vai ser desinfetado e os idosos deverão regressar à instituição quando o corpo clínico do Amanhã da Criança determinar que estão reunidas as condições.

O comunicado da autarquia, refere que esta medida de realojamento será sempre aplicada pelo município a utentes inscritos nas estruturas residenciais para pessoas idosas da rede solidária da Maia, sem retaguarda familiar devidamente comprovada, e quando as instituições estejam sinalizadas pelas autoridades de saúde como contágio de alto risco para a COVID-19.

Isabel Fernandes Moreira