Presidente da Câmara de Valongo sugere fundo metropolitano para corrigir ligações ilegais a rios

O presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, defendeu, na reunião do Conselho Metropolitano do Porto realizada no dia 25, a criação de um fundo público destinado a apoiar parcialmente as obras necessárias à correção de ligações indevidas de saneamento e águas pluviais em habitações particulares e empresas.

Recorde-se que esta proposta acontece numa altura em que estão na ordem do dia ligações ilegais ao Rio Leça e outros cursos de água.

Na intervenção feita na última reunião do Conselho Metropolitano do Porto, o autarca apontou as ligações indevidas às redes de saneamento e águas pluviais como uma das principais causas, “se não mesmo a principal causa” dos problemas de poluição que afetam rios e ribeiras, com impactos diretos na qualidade das águas e no ambiente.


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Para o presidente da Câmara de Valongo, o primeiro passo deverá passar pela realização de um diagnóstico aprofundado que permita identificar a dimensão do problema em cada um dos concelhos, um diagnóstico essencial para definir posteriormente o valor do fundo e o modelo de comparticipação das intervenções.

“De forma pragmática, não é razoável esperar que os proprietários suportem integralmente os custos destas obras”, nota Paulo Esteves Ferreira, que fala “num problema antigo, que nunca foi verdadeiramente resolvido e que talvez nunca tenha tido a atenção devida”. “Sem se resolver este problema de fundo acredito que nunca teremos rios e ribeiras completamente despoluídos”, declarou.

O autarca pediu a reflexão dos 17 municípios sobre este tema, considerando que pela sua dimensão, densidade populacional e grande malha de rios e ribeiros que atravessam o território, Área Metropolitana do Porto é uma região propícia para avançar com um projeto destes.

O presidente da Câmara de Valongo reiterou ainda que estes trabalhos serão “morosos” e que, por isso mesmo, só há vantagens em começar agora, aproveitando as possibilidades trazidas pela negociação do novo quadro comunitário, que poderá complementar investimentos municipais.

Foto: Arquivo DR