A porta voz do PAN (Partido Animais e Natureza) Inês Sousa Real esteve em Valongo esta quinta-feira no Centro de Recolha Animal (CROA) e antes tinha estado em Santo Tirso, na Associação dos Amigos dos Animais. Foi uma deslocação exatamente no dia em que passaram quatro anos sobre o incêndio na Agrela que vitimou dezenas de animais que estavam presos num abrigo ilegal.
A líder do PAN anunciou a entrada nos serviços do Parlamento de várias iniciativas que visam por exemplo garantir a existência de equipas de resgate e de socorro animal alocadas aos bombeiros. Inês Sousa Real afirmou que “queremos que Portugal tenha um 112 animal que permita garantir que este tipo de situações não voltem a acontecer mas também que qualquer pessoa que impeça o acesso, seja a um abrigo, seja a uma casa particular, possa incorrer no crime de desobediência às autoridades para que não voltemos a ter esta tragédia”.
Em Valongo, a deputada do PAN disse ao Jornal Novo Regional que “há necessidade de apoiar os cuidadores que se responsabilizam pelas colónias porque os custos das rações e cuidados médicos aumentam e as cuidadoras, as famílias precisam deste dinheiro e destes apoios”.
Inês Sousa Real afirmou ser importante a implementação de políticas públicas que promovam a esterilização e o resgaste animal, salientando o exemplo da Associação de Amigos de Animais de Santo Tirso e do Centro de Recolha em Valongo.
O Centro Veterinário Municipal de Valongo, dirigido por Fernando Rodrigues, esteriliza cerca de 500 animais por ano, entre os oriundos das colónias e os outros. O espaço de recolha foi beneficiado recentemente aumentando a sua capacidade.
Esta visita de Inês Sousa Real foi acompanhada por vários dirigentes nacionais e distritais do PAN e pelo eleito na Assembleia Municipal de Valongo, Vítor Parati.
Texto e fotos: Agostinho Duarte/JNR

