Rui Marques, Candidato à Junta de Valongo pelo PSD, diz que prioridade são as pessoas

A Coligação Unidos por Todos, que engloba o PSD, o CDS-PP, o MPT e que tem o apoio do Movimento Mais, apresentou, no dia 10 de julho, frente à Câmara Municipal, o candidato à Junta de Freguesia de Valongo.

Trata-se de Rui Silva Marques, de 49 anos e licenciado em direito. Rui Silva Marques já tinha sido o candidato do PSD em 2017.

Na sua apresentação, o candidato do Unidos por Todos referiu que a freguesia de Valongo “está num marasmo devido à falta de investimento e de manutenção das obras e infraestruturas já criadas anteriormente”.

Rui Marques criticou a construção do novo edifício municipal, embora sabendo que não é obra da Junta, referindo que “fazem-se obras de fachada que comprometem o futuro e não resultam no bem-estar da população. Falo por exemplo da despesa de cerca de 20 milhões no edifício da Câmara para que o senhor presidente da Câmara possa andar a passear o seu avental da organização secreta a que pertence e assim talvez ascender a um cargo mais alto. E o presidente da Junta de Valongo nada diz”.

Rui Marques afirmou ainda que o presidente da Junta não tem estado preocupado com a Junta porque, refere, “está mais preocupado em trabalhar o seu lugar na lista à Câmara.  Isto quer dizer que durante estes 8 anos esteve a preparar esta passagem. Durante estes anos o património da Junta foi delapidado, aliás como eu disse numa sessão da Assembleia de Freguesia. A Junta entrou num despesismo enorme e há uma espécie de conluio entre a Junta e a Câmara. Grande exemplo disso é o monumento aos antigos combatentes em que a Junta entrega totalmente o protocolo à Câmara. Já agora condeno o facto da Junta nem ter convidado o presidente da Assembleia nem os deputados”.

Ainda sobre o património, Rui Silva Marques criticou a venda de terrenos e o aumento de taxas no cemitério, bem assim como a concessão a um particular da gestão de espaços verdes. Quanto aos protocolos, o candidato do PSD referiu que “no centro de Valongo as ruas estão limpas, mas na periferia esta situação não acontece”.

Sobre o seu programa de candidatura, este o candidato afirmou que “a minha prioridade serão as pessoas. É preciso criar infraestruturas para os mais velhos, o que existe não chega. Faltam espaços para os nossos idosos. É preciso renovar os espaços verdes e não vejo nenhum mal em concessionar a terceiros, desde que com transparência. Foram criados parques infantis, mas é preciso mais. Acho muito bem a criação do corredor nos Lagueirões, embora pudesse ter sido criado numa lateral, mas devia prosseguir para a Quinta da Lousa e Alfena. Faltam ainda políticas para os mais jovens, o OPJV é interessante, mas não chega. É preciso envolver os jovens nos interesses da freguesia.  Quanto ao ambiente, por exemplo a criação das Serras do Porto resultou pelo menos na recuperação do edifício onde está situada a sede. Mas é preciso mais, continuamos a ter uma aldeia de Couce sem qualquer apoio. É preciso ordenar a circulação na serra, misturam-se jipes, motos, bicicletas e pessoas. Percebo que é difícil fiscalizar toda a extensão, mas é preciso começar por algum lado. Defendo também que se avance com campanhas para convencer os turistas que vêm ao Porto que utilizem uma manhã ou um dia para virem a Valongo visitar uma coisa única, os fojos de mineração romana. O que é que tem sido feito para promover o Parque Paleozoico de Valongo? isto apesar do desenho da nova Câmara ser em forma de trilobite. Quando entramos em Valongo não se vê nenhuma indicação relevante sobre o Parque Paleozoico. O presidente de Junta tem de reivindicar. Não chega dizer que temos isto e aquilo. Não chega ser bom rapaz. Eu preparo-me para ser presidente da Junta e isto não tem a nada a ver com o facto do atual presidente não se recandidatar. Eu candidato-me pela segunda vez e agora estou muito melhor preparado. Vou gerir a Junta como um bem único e não como a minha casa. Na minha casa disponho eu, na Junta é diferente, temos de gerir pelo bem comum”.

Antes de Rui Marques, o candidato à Câmara por esta coligação, Miguel Santos, defendeu a melhoria das acessibilidades. Afirmou que “caso vença as eleições autárquicas de Setembro, irá encetar um processo de negociações com a Brisa. Neste processo será apresentada uma proposta que tem por objetivo retirar trânsito do centro das freguesias do concelho, utilizando as autoestradas entre Ermesinde e Campo”. Disse o candidato à Câmara de Valongo que “o trânsito caótico nos centros das freguesias, com especial incidência em Ermesinde, Alfena e Valongo, é um dos grandes problemas diários no concelho. Alguém se preocupa com isto? Alguém tem um plano? Nós temos. Sabemos como melhorar e minorar”, afirmou o candidato, sublinhando que é necessário investir na construção de novas vias, nomeadamente de ligação entre os Lagueirões (Valongo) e os Montes da Costa (Ermesinde), e fazer o percurso total do Lombelho até Alfena e depois até à Estrada Nacional 15.