Amaro Antunes (FC Porto) ganha Volta a Portugal. Nuno Ribeiro ganha mais uma como diretor técnico

A W52-FC Porto, cujo diretor técnico é o sobradense Nuno Ribeiro, voltou a fazer história! Esta segunda-feira, no contrarrelógio final da Edição Especial da Volta a Portugal 2020, Amaro Antunes garantiu a conquista do Penta portista na Grandíssima. Com uma prestação fenomenal ao longo dos 17,7 quilómetros cronometrados, Gustavo Veloso venceu a derradeira etapa da edição especial da prova rainha do ciclismo português e ascendeu ao segundo degrau do pódio. Daniel Mestre, 26 segundos atrás do galego, fez o quinto melhor tempo do dia. O novo campeão da Volta, Amaro Antunes, foi sétimo classificado no CRI, com o mesmo tempo do companheiro João Rodrigues (8.º).

Na geral individual, o camisola amarela Amaro Antunes terminou a edição de 2020 da Volta a Portugal com 42 segundos de vantagem sobre Gustavo Veloso e 52″ sobre o anterior segundo classificado, Frederico Figueiredo (Tavira).
À partida para a etapa lisboeta, a W52-FC Porto levava uma confortável vantagem sobre o Boavista e os excelentes resultados dos ciclistas portistas na meta final contribuíram, ainda mais, para que a superioridade do emblema da Invicta nas estradas portuguesas fosse consumada pelo quinto ano consecutivo. Depois das vitórias coletivas em 2016, 2017, 2018 e 2019, o triunfo por equipas voltou a sorrir à parceria entre a formação de Sobrado e o FC Porto, desta feita com 9 minutos e 54 segundos de avanço sobre os axadrezados.

Nuno Ribeiro já venceu por oito vezes a Volta a Portugal como diretor técnico, depois de a ter vencido também como ciclista.

O ciclista sobradense Rui Vinhas, que também já venceu uma volta a Portugal, classificou-se em 45º lugar a 58m44s.

Declarações de Nuno Ribeiro, citadas pelo site do FC Porto

Diz o diretor técnico “O segredo para este triunfo foi o espírito de equipa entre todos. Também o suporte que temos dos patrocinadores, principalmente da W52 e do FC Porto. O mais importante é o espírito de grupo. O Amaro Antunes foi uma contratação deste ano, foi uma aposta que teve a oportunidade dele, na etapa da Senhora da Graça, e penso que tenha sido por isso. Ele é um atleta da equipa e eu dou o meu melhor em prol dele. É um dos três ciclistas que nós tínhamos que podia estar na discussão da Volta. Tinha perdido algum tempo no prólogo, mas depois engatou na etapa da Senhora da Graça e conseguiu vestir a camisola amarela. Manteve-a na etapa da Torre e agora, no contrarrelógio, mostrou que está num bom nível e está de parabéns pelo que conseguiu. Todas as vitórias são difíceis, esta foi uma vitória num ano atípico, uma vitória especial. Só tínhamos tido dois dias de corrida até à Volta a Portugal, não sabíamos como estavam os adversários. Apesar do que dizem, não foi uma vitória facilitada, o Frederico Figueiredo retirou segundos e depois da etapa da Serra da Estrela tudo podia acontecer, inclusive perdermos a Volta. Felizmente não aconteceu nada, correu tudo bem, acabámos por vencer e os ciclistas estão todos de parabéns.”

foto: Porto Canal