Medidas implementadas na Maia são as mais adequadas

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) Norte garantiu, esta terça feira, ao presidente da Câmara da Maia que as medidas que estão em vigor no concelho e no País são as mais adequadas. A garantia foi dada pelo autarca, em comunicado, depois de uma reunião com aquele responsável.

António da Silva Tiago – Presidente da Câmara Municipal da Maia

Na mesma nota, assinada pelo autarca, António Silva Tiago afirma que colocou a possibilidade de ser decretado o estado de calamidade no concelho e a instituição de um cordão sanitário. Contudo, o responsável da ARS Norte adiantou que a situação da Maia, embora apareça no terceiro lugar dos concelhos mais maior número de casos diagnoticados, “não é diferente da maioria dos concelhos do Norte e do País”.

O mesmo documento sublinha ainda que um cordão sanitário se justifica, do ponto de vista técnico, quando se está perante uma transmissão comunitária, “não havendo dados, neste momento, que isso se verifique na Maia, onde estão identificadas as cadeias de transmissão do vírus”.

Recorde-se que esta terça feira, a informação diária da Direção Geral de Saúde dizia que a Maia é o concelho do País com o terceiro maior número de casos de COVID-19 diagnosticados (104). O JNR sabe que esta terça feira, à noite, os números já chegavam aos 111.

A informação alertou António Silva Tiago, que exigiu explicações ao presidente da ARS do Norte, Carlos Nunes, solicitando, também indicações quanto às medidas a tomar.

No sentido de tranquilizar a população, o mesmo documento afirma que o facto de o concelho ter o terceiro maior número de casos deve ser relativizado, principalmente quando comparado com outros concelhos, “devido ao número de habitantes”. Para além disso, “a Maia tem características muito específicas: faz fronteira com sete municípios da AMP, é sede do segundo maior aeroporto do País e é altamente industrializado, o que obriga, apesar das medidas adotadas pelas empresas em relação ao teletrabalho, à deslocação diária de milhares de pessoas”.

A Câmara da Maia, garantindo que está na primeira linha para defender a saúde e a tranquilidade dos maiatos, salienta que está a monitorizar a evolução da situação e em permanente contacto com as autoridades, estando pronta para exigir mais medidas quando e se isso se justificar.

Isabel Fernandes Moreira

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