Iniciativa assinala o arranque do Mês Europeu da Cibersegurança
Lino Santos, Coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, acompanhará o exercício
O Município realiza, no início de outubro, o “CIBER 26: Resiliência em Ação”, um exercício que testará a resposta integrada do concelho a um ciberataque simulado com impacto direto na água, energia, escolas e comunicações, incluindo um simulacro real no terreno pelas forças de emergência do concelho.
Este é o primeiro exercício do género organizado de forma autónoma por um município português, combinando duas componentes complementares:
- Uma componente de decisão em sala (tabletop), em que as equipas respondem a um cenário simulado de ciberataque através de injects – introdução de mensagens/comandos sucessivos –, testando comunicação e tomada de decisão sob pressão;
- Uma componente de simulacro real no terreno (FTX), em que as forças e entidades de emergência do concelho, bem como entidades externas – Bombeiros, PSP, GNR, Proteção Civil, Polícia Municipal, Polícia Judiciária, Agrupamentos de Escolas, Juntas de Freguesia e equipas de resgate – executam ações efetivas de resposta a emergências, num cenário que simula as consequências físicas do ciberataque (como a indisponibilidade de sistemas de gestão de água ou de comunicações críticas).
O ciberataque simulado será o ponto de partida do cenário, mas o exercício testa, na prática, a capacidade real de resposta operacional a emergências que dele resultam e não apenas a dimensão digital do incidente.
Para Paulo Esteves Ferreira, presidente da Câmara, “Valongo assume hoje um papel pioneiro na preparação do país para os riscos digitais. Testarmos, na prática, a resposta a um ciberataque com impacto real no terreno é um investimento na segurança de quem vive e trabalha no nosso concelho. Estar preparado não é uma opção, é uma responsabilidade que assumimos junto dos valonguenses”, destaca.
A iniciativa pioneira do Município de Valongo é realizada no dia 1 de outubro, que assinala o arranque do Mês Europeu da Cibersegurança, que decorre anualmente a nível europeu e sensibiliza para os riscos digitais.
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) irá marcar presença no simulacro na qualidade de observador.
Todo o cenário simulado é fictício e claramente identificado como exercício em todas as comunicações internas e públicas, não envolvendo qualquer risco real para pessoas, bens ou sistemas.


