ATUALIZAÇÃO
O Governo aprovou hoje um investimento total de cerca de 420 milhões de euros na extensão do Metro do Porto ao centro de Gondomar e no metro e metrobus para a Trofa, anunciou hoje o ministro da Presidência.
“O Governo aprovou hoje a realização, o investimento, em duas linhas do sistema de Metro do Porto”, anunciou hoje António Leitão Amaro no ‘briefing’ após o Conselho de Ministros, referindo-se às novas de linhas de metro para Gondomar e metro e metrobus para a Trofa.
“Na linha da Trofa, são 184 milhões de euros, que vão servir os municípios da Maia e Trofa, com 10 quilómetros, nove estações, no troço entre o ISMAI, na Maia e Paradela e o interface da Trofa”, disse o ministro, frisando que haverá “um investimento ainda maior na linha de Gondomar”, de 237 milhões de euros, sendo ambos para “realizar a partir do próximo ano e até 2031”.
A nova linha de Gondomar “será entre o Estádio do Dragão e Souto, em Gondomar”, tendo “sete quilómetros e nove estações”.
“Entre estas duas medidas, são cerca de 420 milhões de euros na Área Metropolitana do Porto, para expandir o Metro do Porto, permitir que os portugueses, os cidadãos que habitam naquela região, possam ter esta solução de transporte coletivo, cómoda e a servir uma dimensão populacional muito significativa”, destacou o governante.
Também presente no ‘briefing’, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, acrescentou que este financiamento será “assegurado, em grande parte, pelo Fundo Ambiental, e outra parte pelo Sustentável 2030, que é do Fundo de Coesão” da União Europeia.
“Muitas vezes não é entendido onde é que o Governo aplica o Fundo Ambiental. Exatamente, é para mitigar. É um fundo que vem da taxa de carbono para reduzir as emissões nos setores que mais produzem essas emissões”, explicou.
Maria da Graça Carvalho destacou que “infelizmente, em Portugal, ainda é o setor dos transportes que tem mais emissões de CO2 [dióxido de carbono], e é aí que mais de metade do Fundo Ambiental, que é cerca de 1.000 milhões de euros por ano, é aplicado”.Na quarta-feira, a Lusa noticiou que a consulta pública do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da nova linha do Metro do Porto entre o Estádio do Dragão, no Porto, e o Souto, no centro de Gondomar, terminou com 84 participações, estando agora a aguardar uma avaliação ambiental por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A viagem de metro entre o Souto, no centro de Gondomar, e o Estádio do Dragão, no Porto, vai demorar 20 minutos, incluindo paragens de 30 segundos nas estações, estando previstas as estações de São Roque, Cerco, Parque Oriental (as três no Porto) e Lagoa, Valbom, Hospital Fernando Pessoa, Cosme Ferreira Castro, Oliveira Martins e Souto, em Gondomar.
A construção da linha vai implicar a remoção de até 533 árvores, número que pode ser reduzido para 394, e ainda a demolição de 24 edifícios, segundo o estudo.
Já quanto à linha da Trofa, o EIA está em consulta pública até dia 12 de outubro, estando em causa a a extensão do Metro do Porto à Trofa, que obrigará a transbordo de metro para metrobus no Muro, e tem duas alternativas de traçado possíveis, que “apenas diferem no troço entre a estação Serra e Lantemil”, sendo que uma “considera um trecho à superfície e em viaduto (viaduto do Bougado) “com 60 metros e outro com 392,5 metros”.
Ambas as alternativas preveem um tempo de obra de dois anos e meio e nove estações: “Ribela, pertencente ao sistema de metro, Muro (estação partilhada entre Metro e BRT [Bus Rapid Transit, vulgo metrobus]) e Serra, Lantemil, Bougado, Pateiras, Paços do Concelho, Trofa Sul e Interface Trofa, pertencentes ao sistema BRT”.
O único troço com verdadeira inserção urbana contínua do metrobus na Trofa vai obrigar à remoção de dezenas de árvores da variante à Estrada Nacional 14 (EN14), junto à estação ferroviária.


