Apps for Good: 6 projetos do distrito do Porto levam inovação em educação, sustentabilidade, inclusão e cidadania à final nacional.
Entre eles um de Ermesinde (na foto a distinção) e outro da Maia
Realizado ontem, dia 7 de julho, na Universidade da Maia, o Encontro Regional Norte da 12.ª edição do Apps for Good, com o apoio da Câmara Municipal da Maia, apurou projetos de alunos do ensino básico e secundário que seguem para a final nacional, marcada para 18 de setembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
O distrito do Porto destacou-se no encontro regional ao apurar 6 projetos desenvolvidos por alunos de diferentes municípios, com soluções tecnológicas orientadas para responder a desafios concretos nas áreas da preparação para emergências, educação, inclusão, sustentabilidade, proteção ambiental, participação cívica e melhoria dos espaços públicos.
O encontro, que contou com as presenças de Susana Neto, Vereadora da Juventude, Ensino Superior, Inovação, Ciência, Igualdade da Câmara Municipal da Maia, José Ferreira Gomes, Reitor da Universidade da Maia e João Baracho, Diretor Executivo do CDI Portugal, reuniu 64 projetos desenvolvidos por cerca de 200 alunos de 30 escolas, oriundos de 19 municípios.
Os seis projetos finalistas do Porto demonstram como a tecnologia pode contribuir para a promoção da saúde e bem-estar, através de soluções de preparação e resposta em contexto de emergência; para uma educação de qualidade, com ferramentas que tornam a aprendizagem mais interativa e motivadora; para a redução das desigualdades, através de respostas acessíveis e adaptadas a contextos educativos específicos; para a produção e consumo sustentáveis, com soluções ligadas à adoção responsável, à proteção ambiental e à gestão preventiva do território; e para cidades e comunidades mais sustentáveis, através de plataformas de participação cívica e melhoria dos espaços públicos.
Valongo apura uma aplicação que apoia tutores e animais em todas as fases da adoção
Em Valongo, a Escola Básica de São Lourenço, em Ermesinde, apurou para a final nacional o projeto Petech, distinguido como Finalista do Ensino Básico. A aplicação acompanha tutores e animais em todas as fases da adoção, recorrendo a inteligência artificial para ajudar na escolha do animal mais adequado, incluindo calendário de cuidados, rede de voluntários e funcionalidades de treino comportamental, promovendo uma adoção mais responsável e sustentável.
Maia destaca-se com uma aplicação que promove a participação da comunidade na melhoria dos espaços públicos
Na Maia, a Escola Básica Gonçalo Mendes da Maia, em Vermoim, apurou o projeto + Maia, distinguido como Finalista do Ensino Básico. A aplicação permite propor, votar e melhorar os espaços públicos do concelho, com a colaboração da comunidade e o apoio da Câmara Municipal. A solução promove a participação cívica dos cidadãos e contribui para cidades e comunidades mais sustentáveis, inclusivas e próximas das necessidades reais da população.
Porto leva à final nacional uma solução inteligente para reforçar a preparação em situações de emergência
No Porto, a Escola Secundária Infante D. Henrique apurou o projeto ARCA72, distinguido como Finalista do Ensino Básico. Trata-se de uma aplicação de gestão inteligente de kits de sobrevivência para emergências, como catástrofes ou pandemias. A solução promove a autossuficiência organizada e a preparação proativa das famílias e comunidades, garantindo recursos essenciais para, pelo menos, 72 horas.
A Escola Secundária Infante D. Henrique reforça o seu percurso no Apps for Good, depois de, na edição anterior, ter conquistado o 2.º Prémio do Ensino Secundário com Horta do Cedo, solução de cultivo hidropónico inteligente, e o Prémio Jovem Aluna .PT, atribuído a Mara Fernandes.
Vila Nova de Gaia destaca-se com uma aplicação educativa que transforma aprendizagens essenciais em mini-jogos
Em Vila Nova de Gaia, a Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves, em Valadares, segue para a final nacional com o projeto Learning Curve, distinguido como Finalista do Ensino Secundário. A aplicação educativa transforma as aprendizagens essenciais em minijogos interativos e pretende substituir o ensino passivo por uma experiência prática, dinâmica e mais motivadora para os alunos.
A escola reforça a sua forte presença no Apps for Good, depois de, em 2025, ter chegado à final com oito projetos: ONI – A Jornada dos Sete Reinos, sobre alimentação saudável; MoodChef, que alia bem-estar, alimentação e sustentabilidade; FinBestie, focado em literacia financeira; SeniorTech, de apoio a seniores na tecnologia; Connected, ligado a doações e reciclagem; Career Wiser, sobre preparação para o mercado de trabalho; Plantify, dedicado à agricultura sustentável; e EcoTrade, que incentiva a reciclagem.
Vila do Conde recebe o Prémio Centro Educativo com uma solução acessível para promover bem-estar
Em Vila do Conde, a Escola Secundária D. Afonso Sanches foi distinguida com o Prémio Centro Educativo pelo Projeto MP3 Arduino, uma aplicação que reproduz música tranquila e em baixo volume para ajudar jovens do centro educativo a adormecer, de forma acessível e sem perturbar os outros. A solução demonstra como a tecnologia pode ser aplicada de forma simples, humana e adaptada a necessidades concretas de bem-estar.
Póvoa de Varzim leva à final nacional uma ferramenta de monitorização ambiental após incêndios
Na Póvoa de Varzim, a Escola Básica de Aver-o-Mar segue para a final nacional com o projeto Fogo em Foco, distinguido como Finalista do Ensino Básico. A aplicação mapeia e monitoriza áreas ardidas através de imagens de satélite e dados ambientais, apoiando a gestão preventiva do território após incêndios e ajudando a identificar riscos como erosão, cheias e derrocadas.
Para João Baracho, Diretor Executivo do CDI Portugal, “os resultados alcançados pelas escolas do distrito do Porto demonstram “a capacidade dos jovens para transformar desafios muito concretos das suas comunidades em soluções tecnológicas úteis, criativas e com impacto real”. “Da educação à sustentabilidade, da inclusão à participação cívica, estes projetos mostram que a inovação nasce quando os alunos têm espaço para observar, experimentar e criar. O Apps for Good continua a provar que a tecnologia, quando colocada ao serviço das pessoas, pode ser uma ferramenta poderosa de cidadania e transformação social”, sublinha João Baracho.
O Apps for Good é um programa educativo tecnológico, atualmente na 12.ª edição, que desafia alunos do 5.º ao 12.º ano e professores a criar, em equipa, aplicações para responder a problemas reais das comunidades. Ao longo de 12 anos, já envolveu mais de 32.000 alunos, 2.100 professores e 800 escolas, dando origem a milhares de soluções tecnológicas com impacto social, ambiental e educativo.
Os projetos finalistas do Encontro Regional Norte vão disputar a final nacional da 12.ª edição do Apps for Good, a 18 de setembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, reunindo os melhores projetos desenvolvidos por jovens de todo o país e celebrando a criatividade, a inovação, o trabalho em equipa e o potencial da tecnologia ao serviço das comunidades.



