Têm circulado nas redes sociais “alegadas” informações sobre alterações no funcionamento da esquadra da PSP de Ermesinde e que poderiam contribuir para a diminuição da segurança na cidade.
Porque estas questões obrigam a ouvir as entidades envolvidas, ou seja as verdadeiras fontes, o Jornal Novo Regional questionou o Comando Metropolitano do Porto, a Câmara de Valongo e a Junta de Ermesinde sobre esta questão.
Comando diz que alteração não compromete capacidade
O Comando da PSP Porto confirma a limitação de atendimento entre as 00h00 e as 08h00 não prejudicando a capacidade global de resposta operacional.
Transcrevemos a resposta na integra “sobre o assunto em referência informamos que o atendimento ao público na Esquadra de Ermesinde não se encontra encerrado, mas sim limitado no período compreendido entre as 00h00 e as 08h00.
A decisão decorre de uma análise sobre a procura efetiva do atendimento presencial nas várias subunidades operacionais deste Comando Metropolitano, cuja limitação assenta num racional de otimização de recursos, eficiência operacional e adequação do serviço à procura real verificada.
Esta medida visa assegurar um equilíbrio responsável entre a eficiência organizacional e a garantia do serviço público, mantendo o atendimento presencial disponível a qualquer hora sempre que a urgência da situação o justifique, sem comprometer a capacidade global de resposta operacional”.
Câmara quer reunião com novo ministro para exigir aumento de efetivos
O Jornal Novo Regional sabe que o presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, vai pedir uma audiência urgente ao novo ministro da Administração Interna (que deverá ser conhecido para a semana), no sentido de exigir o aumento do quadro de efetivos na esquadra de Ermesinde.
Presidente da Junta diz que existe diálogo permanente com PSP
Para o presidente da Junta de Ermesinde e “relativamente às alegadas “informações” que circularam nas redes sociais, importa desde logo fazer uma distinção essencial: o que foi difundido teve origem numa página sem qualquer credibilidade institucional ou jornalística, não podendo, por isso, ser tratado como notícia”.
Refere o autarca sobre as “alegadas” movimentações” na esquadra de Ermesinde que “não houve qualquer comunicação formal ou informal à Junta de Freguesia por parte da PSP ou de qualquer organismo público que sustente as afirmações que circularam nas redes sociais. A única alteração comunicada prende-se com o atendimento condicionado no período noturno…”
Sobre o prejuízo para a população de Ermesinde, Miguel Oliveira responde que “a Junta mantém excelentes relações institucionais com a PSP, como aliás ficou demonstrado na reunião tornada pública durante o dia de hoje (foto em baixo). Existe diálogo permanente e cooperação institucional. Importa igualmente referir que Ermesinde continua a dispor da sua esquadra da PSP”.
O presidente diz ainda que “a Junta de Freguesia tem sido ativa e exigente nesta matéria. Em sede própria, nomeadamente na Assembleia Municipal manifestei publicamente a preocupação com a necessidade de reforço de efetivos para a esquadra de Ermesinde, tendo solicitado ao Sr. Presidente da Camara Municipal que procure agendar reuniões com as entidades competentes nesse sentido. Também na Assembleia de Freguesia e em diversas reuniões do órgão Executivo da Freguesia este assunto tem sido amplamente discutido entre todos os partidos que compõem estes órgãos. Continuaremos a reivindicar mais meios humanos, mais mulheres e homens, agentes ao serviço da nossa cidade, porque essa é a nossa responsabilidade institucional.
Importa também deixar claro que Ermesinde não é uma cidade insegura. A propagação de rumores infundados não contribui para a segurança; pelo contrário, apenas cria perceções de insegurança e alarmismo que não correspondem à realidade!”.



