Trofa aprova orçamento municipal de 93 milhões de euros para 2026

A Câmara Municipal da Trofa aprovou esta quarta-feira, em reunião do executivo, o Orçamento Municipal para 2026, no valor de 93 milhões de euros, bem como o Plano Plurianual de Investimentos (PPI), as Grandes Opções do Plano (GOP), o Plano de Atividades Municipais, as Normas de Execução Orçamental e o Mapa de Pessoal. A proposta foi viabilizada com os votos favoráveis dos eleitos das coligações Unidos pela Trofa e Trofa em Primeiro, registando-se a ausência dos eleitos do movimento de cidadãos A Trofa é de Todos.

De acordo com o executivo, o documento reflete a continuidade de uma estratégia política orientada para o desenvolvimento do concelho e para a valorização das pessoas. O presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Araújo, sublinha que o orçamento “representa a continuidade de um projeto desenvolvido de forma responsável, estruturada e transparente”, assente na sustentabilidade financeira, na inclusão social e no desenvolvimento urbano.

Segundo o autarca, o orçamento constitui também uma opção política clara, sustentada numa governação com visão de futuro, promoção do diálogo e defesa dos princípios da transparência, proximidade e serviço público, colocando os interesses dos trofenses como prioridade.

As Grandes Opções do Plano representam 73,97% do orçamento global, num montante de cerca de 69 milhões de euros, integrando o Plano Plurianual de Investimentos e o Plano de Atividades Municipais. Este enquadramento traduz uma estratégia de médio e longo prazo, baseada no planeamento e na capacidade de execução.

As Funções Sociais assumem um papel central no PPI, concentrando 72,81% do investimento total, o que corresponde a cerca de 54,7 milhões de euros. Destacam-se as áreas da Habitação e Serviços Coletivos, com mais de 13,2 milhões de euros, e da Educação, com cerca de 10,6 milhões de euros. Em conjunto, estas duas áreas representam mais de metade do orçamento global do PPI, evidenciando a prioridade atribuída às políticas sociais.

As Funções Gerais totalizam cerca de 6,6 milhões de euros, enquanto as Funções Económicas representam um investimento de aproximadamente 7,7 milhões de euros, refletindo a aposta na competitividade do território, no apoio ao empreendedorismo e na criação de emprego.

No que respeita à política fiscal, o executivo municipal decidiu manter para 2026 os mesmos valores praticados em 2025. O IMI mantém-se nos 0,39%, com IMI Familiar de 40 euros para um dependente, 70 euros para dois dependentes e 140 euros para três ou mais. A participação do município no IRS permanece nos 4%, a derrama geral em 1,5% e a derrama reduzida em 0,75% para empresas com volume de negócios até 150 mil euros. A Taxa Municipal de Direitos de Passagem mantém-se nos 0,25%.

O executivo reafirma o compromisso de, no futuro, avançar para uma redução gradual dos impostos municipais, assim que estejam reunidas as condições financeiras, com o objetivo de aliviar a carga fiscal sobre famílias e empresas e reforçar a competitividade do concelho.

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