A edição de 2026 da Competição Melhor Mecatrónico (prova realizada na Exponor) ficou marcada como a mais disputada de sempre, refletindo o elevado nível técnico alcançado pelos profissionais da mecatrónica automóvel em Portugal. Apesar da pressão, do nervosismo e da elevada exigência técnica sentida ao longo de toda a competição, o ambiente vivido entre os concorrentes foi pautado pela camaradagem, espírito de partilha e boa disposição, demonstrando o forte sentido de união existente entre estes profissionais.
Neste ano, o grande vencedor foi o valonguense André Silva, da oficina CaetanoBus. O segundo lugar foi conquistado por João Veiga, da Brincar Automóveis, enquanto o terceiro ficou para Bruno Gonçalves da Salvador Caetano Porto.
Pela sétima vez na história desta iniciativa ímpar no panorama do aftermarket nacional, o Jornal das Oficinas, em parceria com o CEPRA e com o apoio da expoMECÂNICA, organizou aquela que é considerada a competição mais exigente realizada em Portugal para profissionais de mecatrónica automóvel. Entre os dias 29 e 31 de maio, os finalistas enfrentaram um conjunto de provas práticas e teóricas especialmente concebidas para reproduzir os desafios reais das oficinas modernas, colocando à prova os conhecimentos, a rapidez de diagnóstico, o rigor técnico e a capacidade de resposta dos participantes.
As provas decorreram perante o público da expoMECÂNICA, no pavilhão 2, onde milhares de visitantes acompanharam ao vivo o desempenho dos concorrentes e puderam conhecer melhor a importância crescente da profissão de mecatrónico automóvel. O cenário montado para a competição ajudou a criar um ambiente de grande evento, tornando cada desafio ainda mais intenso tanto para os participantes como para os jurados.
Três dias de provas intensas
Tal como nas edições anteriores, oito finalistas lutaram pelo título de Melhor Mecatrónico de Portugal, enfrentando operações de diagnóstico, desmontagem e montagem de motores e caixas de velocidade, utilizando exatamente os mesmos veículos, ferramentas, equipamentos e informação técnica, garantindo total equidade entre todos os concorrentes.
As provas, realizadas durante três dias, foram desenvolvidas pela equipa de formadores do CEPRA, liderada por Eduardo Fonseca, e tinham como principal objetivo aferir competências práticas e teóricas. Para isso, foram introduzidas anomalias nos veículos que os participantes tiveram de identificar e resolver, simulando situações reais encontradas diariamente nas oficinas. A avaliação incidiu sobre o desempenho individual de cada concorrente, tendo em conta critérios como rapidez, precisão, metodologia de trabalho e capacidade técnica.
texto e foto: Jornal das Oficinas



