As obras da Casa da Democracia Local (novos Paços do Concelho de Valongo) já recomeçaram. O auto de consignação da nova empreitada foi assinado no dia 10 de fevereiro, no Auditório Dr. António Macedo do Fórum Vallis Longus, em Valongo. As obras foram adjudicadas pelo valor de 13.994.003,26 euros, com um prazo de execução de 480 dias.
Localizada numa zona central, entre a Avenida Emídio Navarro e a rua Visconde Oliveira do Paço, a Casa da Democracia Local vai albergar os serviços administrativos da autarquia que se encontram dispersos pelo Município de Valongo, substituindo os atuais Paços do Concelho que estão provisoriamente instalados há quase 35 anos num prédio de habitação localizado na Avenida 5 de Outubro. Mais do que um edifício de serviços político-administrativos, será sobretudo um espaço aberto à participação da comunidade, com espaços dedicados à Cultura e à Cidadania.
“Temos muita esperança neste novo espaço para a comunidade, que será um local de visitação, de encontro e de debate, onde vamos privilegiar a interação com os cidadãos e consagrar os valores da Democracia. A Casa da Democracia Local será um projeto marcante, diferenciador e inovador que permitirá não só aos munícipes das cidades de Alfena, Ermesinde e Valongo e das vilas de Campo e Sobrado, mas também aos visitantes nacionais e internacionais, ter uma experiência diferente da fruição de um edifício de génese administrativa da nossa democracia local, mas agora também com uma nova apropriação de caráter mais cultural e cívica”, salientou o Presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro.

Da autoria do arquiteto Miguel Ibrahim, que na sessão falou um pouco sobre o projeto que remete para a figura da trilobite, marca geológica mais antiga deste território, permitirá acolher uma humanização do novo edifício e da Praça, como espaço de apropriação e utilização pública, reconhecendo desde o primeiro momento o potencial e o valor estratégico dos elementos patrimoniais do concelho de Valongo (Serras e Rios, Trilobites, Romanos, Regueifa e Biscoito, Brinquedo Tradicional Português, Bugios e Mourisqueiros, Ardósia, Santuário de Santa Rita, Ferroviários). O edifício foi conceptualizado em torno de três grandes valores: transparência, flexibilidade e sustentabilidade, que evidenciam a fundação do edificado que se ergue a partir do Princípio da Igualdade, consagrado na Constituição da República Portuguesa.
A Casa da Democracia Local começou a ser construída em 2021 e deveria ter sido concluída em agosto de 2023, mas as obras foram suspensas por, segundo a autarquia “reiterado e grave incumprimento contratual por parte da anterior empresa responsável pela construção”.
A empresa que tem a seu cargo a conclusão da obra é a Atlantinível, com sede em Campo – Valongo.
PSD Volta a criticar custo elevado
Entretanto em nota enviada ao nosso jornal, o PSD Valongo volta a criticar o elevado custo da obra. Em nota assinada por Hélio Rebelo, presidente da estrutura concelhia daquele partido é dito que “Valongo precisa de um novo edifício dos Paços do Concelho, mas tal investimento deve ser conciliado com a melhoria das condições de vida da população. Isso implica melhorar a mobilidade atualmente caótica no município, criar condições para atrair investimento produtivo em Valongo, contribuindo para mais empregos, empregos mais qualificados e melhores salários.

Assim, o PSD Valongo não pode deixar de, uma vez mais, manifestar o seu descontentamento com todo o processo, esperando que, pelo menos desta vez, os 480 dias de execução da obra não se traduzam nos 480 anos que demoraram as obras de Santa Engrácia.
Ao dia de hoje é fácil de perceber que o custo total da obra ultrapassará, certamente, uma despesa global muito superior a 20 milhões de euros. Este é um valor verdadeiramente exorbitante e que José Manuel Ribeiro não se coíbe de atirar para o futuro por via de empréstimos bancários. Faz agora, pague depois…”



