Jovem autora valonguense Francisca Fernandes lançou volume II do seu primeiro livro

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Ana Francisca de Oliveira Fernandes, com o nome de autora de Francisca Fernandes nasceu em 2008, é natural de Valongo onde reside com os seus pais e estuda no Agrupamento de Escolas de Valongo.
A leitura e a escrita fazem parte da sua vida desde que nasceu.
O Diário de Alison Brown foi o seu primeiro livro publicado, mas com 8 anos escreveu uma coletânea de 10 poemas que nunca foi editada.
Há pouco tempo saiu o volume II do livro O Diário de Alison Brown .
Sobre o a entrada no mundo da escrita, diz a autora que “desde pequena os livros e a escrita fizeram parte do meu dia a dia, mas a vontade de escrever intensificou-se! aos 8 anos, quando escrevi a minha primeira coletânea de poemas nunca publicada e mais tarde, aos 11, quando escrevi o meu primeiro livro “Diário de Alison Brown I”. Não sei muito bem como surgiu este desejo de escrever, não tenho uma resposta concreta. Sempre gostei de escrever e sempre me senti bem a fazê-lo. Acho que tudo à minha volta acaba por me dar inspiração, principalmente paredes brancas. Adoro paredes brancas”.
Sobre o apoio dos pais diz que foi muito importante: “Foi sem dúvidas. O constante apoio dos meus pais foi fundamental. Quanto à restante família que só soube mais tarde que estava a escrever um livro, estes também ficaram radiantes. Nunca ouvi um “Oh, estás maluca! Não faças nada disso, ainda és uma miúda”. Sempre foi um “Estou tão orgulhoso/a de ti!”. Mas não foi só o apoio que foi fundamental – a disponibilidade, principalmente da minha mãe, também. As idas às escolas para apresentar ambos os meus livros implicam que os meus pais estejam dispostos a faltar ao trabalho para me conseguirem levar e estarem presentes”.
Sobre o livro (1º volume) O Diário de Alisson Browm revela que “Bem, quando comecei a escrever o primeiro volume da saga “Diário de Alison Brown” tinha apenas 11 anos – nem pensava em publicá-lo, fazia tudo por diversão. Penso que o meu quotidiano, as séries e filmes que via, os livros que lia – tudo isso fez com que eu me inspirasse para escrever esta história. Lembro-me que o processo de elaboração foi bastante lento comparado com a elaboração do segundo. Demorei aproximadamente um ano – além da escola, demorava séculos a escrever no computador (hoje em dia se vejo alguém a escrever devagar começo logo “a acender e a apagar”). Recordo-me que na altura criei a história inteira na minha cabeça e quando podia passava para o computador que era o que demorava mais. Hoje em dia o problema já não é o computador e sim a falta de tempo, (risos)”.
E acerca da reção das pessoas diz que “A reação do público foi incrível, principalmente a dos meus amigos. Acho que a ideia de terem uma amiga que ia publicar um livro também os fascinou, o que me comoveu bastante. Tive sempre muito apoio da parte deles e sei que alguns ficaram quase tão felizes quanto eu – eles são incríveis. Quanto ao restante público, comecei a ouvir uns “Uau, tão nova já a escrever” “Vais ter sucesso, miúda!” que me deixavam sempre com um sorriso na cara. No geral, a reação foi bastante boa.
Sobre a publicação do voluma II pressupõe a continuação da história refere que “Sim, o “Diário de Alison Brown” é uma saga constituída para já, em papel, por 2 volumes e, na minha cabeça, por 6, (risos). No entanto, apesar de já ter revelado várias vezes que a saga ia ser extensa, aproveito para vos contar sobre uma decisão minha e recente que faz com que a história da nossa Alison termine no terceiro volume. Agora vem aquela altura em que começam a encher-me os ouvidos de “Porquê?!”; “Nokas, porquê???!!”. Eis o porquê: Quero apostar noutros livros que tenho em mente e quero começar a escrever apenas um livro sem continuação. É aborrecido, porque me apego às personagens e, com as sagas, podemos sempre criar mais histórias com as personagens de que gostamos, além de que, também sei perfeitamente que a despedida da Alison me vai fazer querer atirar-me de uma ponte abaixo, mas tal como a Alison se sacrifica e trabalha para ir para Itália eu também tenho de deitar umas lágrimas e trabalhar para ser milionária e ter uma mansão em Miami e um hamster chamado Bernardo.
Sobre o que espera quanto às reações, Francisca Fernandes diz que “quando as pessoas me dizem que gostaram do primeiro volume, costumo responder que também irão gostar do segundo. Como já evolui bastante e a minha escrita melhorou, acredito que quem tenha gostado do primeiro livro vá gostar ainda mais do segundo. No entanto, nunca estou à espera de uma reação em específico. Espero reações boas e más. Há pessoas que vão adorar e dizer-me que está fabuloso. Outras vão-me dizer que não gostaram muito e que a minha escrita não é muito “a sua praia”. Há de tudo. Mas espero sempre que a minha história consiga tocar as pessoas de alguma maneira.
Sobre o que aí vem,a jovem autora valonguense diz que “Como já disse anteriormente, a saga da Alison terá um terceiro volume que será o volume final também. No entanto, não sei se será para já. Estou empenhada noutro livro que ainda não posso revelar o nome e talvez vá publicá-lo antes do terceiro volume da Alison – gosto de fazer os meus leitores esperarem. Acho que dar uma pausa à Alison por agora e mais tarde dar-lhe uma despedida em grande é o final perfeito para esta saga – e para me fazer entrar em depressão também, (risos)”.

Os livros estão disponíveis na Feira do Livro em Ermesinde (até 23 de julho) no espaço Letras e Melodias/Jornal Novo Regional