PSD sobre nova junta de Alfena: a obra projetada era desajustada às necessidades

CAIU POR TERRA O PROJETO DO PS PARA O NOVO EDIFÍCIO DA JUNTA DE ALFENA
“O PS gastou dinheiro dos contribuintes para reconhecer que o PSD tinha razão”

Os vereadores do PSD na Câmara de Valongo enviaram ao Jornal Novo Regional um comunicado, assinada por Hélio Rebelo, onde reagem à decisão, aprovada esta terça-feira pela Câmara Municipal de Valongo, de revogar a empreitada para a construção da nova sede da Junta de Freguesia de Alfena.
Diz o PSD que “representa uma confirmação clara de que o projeto promovido pelo Partido Socialista era uma opção errada.
O PSD votou favoravelmente esta revogação porque sempre defendeu que a obra projetada era desproporcionada, excessiva e desajustada às reais necessidades da freguesia. Infelizmente, esta correção surge tarde e depois de já terem sido desperdiçados recursos públicos significativos.
Importa recordar que foi o próprio Partido Socialista quem apresentou este projeto à população como uma obra emblemática para Alfena. Em junho de 2025, durante as comemorações do aniversário da elevação de Alfena a cidade, o então Presidente da Junta de Freguesia de Alfena, José Luís Caetano, e o então Vice-Presidente da Câmara Municipal de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, hoje Presidente da Câmara, associaram-se politicamente a este projeto e apresentaram-no como uma grande aposta para o futuro da cidade”.
O PSD lembra que sempre falou dos riscos desta opção: “uma obra de cerca de 2,2 milhões de euros, acrescidos de IVA, cuja dimensão não correspondia às necessidades reais da Junta de Freguesia. Alertámos também para os elevados custos futuros de manutenção, funcionamento e climatização e para a falta de adequação funcional do edifício”.
Os vereadores laranja comparam com a Casa da Democracia : “também aí assistimos à mesma lógica política: uma obra apresentada com grande aparato mediático, vendida como símbolo de modernidade e progresso, mas que se transformou num encargo financeiro gigantesco para o Município, com custos muito superiores aos inicialmente anunciados”.

O PSD diz ainda que “a Câmara gastou mais de 112 mil euros, acrescidos de IVA, na elaboração dos projetos. Mobilizou técnicos e recursos municipais durante meses. Desenvolveu todo o procedimento concursal e adjudicou a empreitada.
Agora, poucos meses depois das eleições autárquicas, é o próprio presidente da Câmara que apresenta a proposta de revogação e reconhece que afinal esta solução não deve avançar.
A situação torna-se ainda mais caricata quando vemos dirigentes e responsáveis locais do Partido Socialista manifestarem satisfação com esta decisão: os mesmos que defenderam a obra, que a promoveram e que a utilizaram como bandeira política são hoje os primeiros a aplaudir a sua revogação”.
O PSD defende ainda que deveria haver um pedido de desculpas por parte da autarquia “pelos recursos públicos desperdiçados, pelos custos adicionais da revogação e por terem imposto ao Município despesas que poderiam ter sido evitadas se tivessem ouvido os alertas feitos pelo PSD desde o primeiro dia”.


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