O Aeroporto Francisco Sá Carneiro celebrou o seu 80.º aniversário com um anúncio que promete mudar a face da aviação no Norte: um novo Plano Diretor que visa transformar a infraestrutura de Pedras Rubras num gigante com capacidade para 30 milhões de passageiros.
A cerimónia, que contou com o primeiro-ministro Luís Montenegro e o ministro das Infraestruturas Miguel Pinto Luz, serviu para vincar a “nova centralidade” do Porto na política aeroportuária nacional, com investimentos que vão muito além de uma simples renovação de pista.
A Expansão: O que vai mudar no Terminal?
O presidente da Vinci Concessions, Nicolas Notebaert, revelou que a prioridade imediata é o aumento da capacidade operacional. A primeira fase do plano foca-se na comodidade e rapidez do fluxo de passageiros:
- 14 Novas Portas de Embarque: Uma nova área dedicada para agilizar as partidas.
- Novo Terminal de Bagagens: Para responder ao volume crescente de malas e reduzir tempos de espera.
- Mais Movimentos por Hora: Até ao final de 2026, o aeroporto passará de 24 para 26 movimentos/hora, com o apoio da NAV.
Projetos Estratégicos no Horizonte
O aeroporto não quer ser apenas um local de passagem, mas um hub logístico e de manutenção de referência europeia.
| Projeto | Estado / Investimento | Impacto Previsto |
| Hangar de Manutenção TAP | Investimento de 20 M€ | Criação de postos de trabalho qualificados e centralização da manutenção. |
| Terminal de Carga | Em estudo | Reforço da capacidade exportadora das empresas do Norte. |
| Ligação à Alta Velocidade | Planeamento | Integração total com o TGV, ligando o aeroporto ao resto da Península. |
| Modernização de Pista | Concluído (50 M€) | Repavimentação LED e sistemas de aterragem de baixa visibilidade. |
O “Puxão de Orelhas” de Montenegro
Apesar do clima de celebração, o primeiro-ministro Luís Montenegro não deixou passar a oportunidade para lançar um desafio direto à ANA/Vinci. Reconhecendo que a operação em Portugal é uma das mais rentáveis do mundo para a empresa francesa, Montenegro avisou:
“Investir neste aeroporto não é um risco, é uma oportunidade. Precisamos que a ANA faça mais e mais depressa, para acompanhar o ritmo de crescimento desta macrorregião.”
O Governo deixou ainda um recado aos futuros candidatos à privatização da TAP: quem ficar com a companhia terá de saber aproveitar toda a capacidade aeroportuária do país, com o Porto no centro dessa estratégia.
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