Chega de Valongo defende que o Metro em Valongo só se justifica se representar soluções diferentes


Em texto assinado pelo vereador na Câmara de Valongo, Rui Silva, o partido Chega defende que “o Metro só se justifica no Concelho de Valongo se representar soluções diferentes do comboio.  Criar uma linha do metro para servir o movimento pendular entre Valongo – Ermesinde – Centro do Porto, é redundante e não faz sentido. Esta solução representaria a habitual tendência para gastar o dinheiro dos contribuintes apenas para mostrar serviço, sem preocupações com a utilidade e a eficiência na utilização dos recursos públicos”.
O Chega defende prioridade aos “investimentos a realizar no âmbito da mobilidade, que é da responsabilidade da Câmara e que se apresenta como essencial aos Valonguenses. É o caso das ligações rodoviárias do centro de Valongo a Sobrado e a Ermesinde, a reparação urgente das vias afetadas pelas chuvas recentes, sem esquecer a atuação firme no âmbito da UNIR, para que o serviço passe a ter o mínimo de qualidade aceitável”.
O Chega defende que ficou surpreendido pela comunicação à administração do Metro do Porto do “resultado desse estudo, sem que o facto fosse, no mínimo, comunicado e dado a conhecer, dentro do executivo camarário”.
Em relação ao Metro, e como primeira prioridade, o partido CHEGA-Valongo considera como primeira prioridade “a ligação de Ermesinde ao Hospital de S. João e ao Polo Universitário que o rodeia. – É a primeira prioridade por ser a que envolve menor investimento”.
Mas, diz o Chega, Valongo não é só Ermesinde e Valongo.  Alfena tem cerca de 15 mil habitantes e Campo e Sobrado juntos, têm sensivelmente o mesmo.
Defende Rui Silva, que “é conhecida a intenção do novo executivo da Câmara, que apoiamos, de estudar e desenvolver novas centralidades no concelho, que permitam o crescimento mais harmonioso de todo o território, sem excessiva concentração em Ermesinde e Valongo. Ora, o sistema de transporte pode e deve desempenhar aí uma função importante, como fator de desenvolvimento e não apenas como resposta, normalmente tardia, ás necessidades sentidas. Assim, como segunda prioridade, defendemos a ligação Alfena – Aeroporto: Esta linha permitiria a ligação rápida ao centro do Porto, mediante interface no atual apeadeiro de S. Frutuoso, onde a nova linha do Metro cruzaria com a linha do Minho, da CP.
Por outro lado, esta linha resolveria um problema antigo, que é o forte movimento que se verifica entre o norte do concelho de Valongo e as duas zonas industriais da Maia.
É notório que a proximidade temporal de Alfena ao Aeroporto Internacional, por Metro, confere a esta cidade uma centralidade e atratividade acrescidas, potenciadoras de investimentos e consequente desenvolvimento, não só para esta cidade, mas para todo o concelho de Valongo”.
Como terceira prioridade o Chega defende a ligação Baguim-Valongo sul – Zona Industrial de Campo, embora diga que será de difícil acolhimento pelo Metro do Porto”.
Finalmente e ainda quanto à mobilidade, o Chega defende “numa perspetiva de desenvolvimento a médio-longo prazo, o fecho da grande circular a Valongo, que ligaria a Zona Industrial de Campo a Alfena, passando por Sobrado, servindo assim toda a população do concelho e potenciando um crescimento homogéneo de Valongo. Deste modo reduzir-se-iam as atuais assimetrias, que resultaram de políticas erradas e sucessivas de concentração de investimentos”.

Foto: AD – JNR

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