A operação da Metro do Porto vai enfrentar semanas difíceis. Devido a uma greve dos trabalhadores da CP responsáveis pela manutenção da frota, o serviço estará significativamente condicionado até ao dia 26 de fevereiro.
A falta de manutenção está a deixar uma fatia importante da frota fora de circulação, obrigando a supressões de viagens e à redução da capacidade em várias linhas.
O Impacto em Números e Linhas
A situação é dinâmica, mas os indicadores atuais apontam para constrangimentos severos na fluidez do transporte metropolitano:
| Indicador | Estado Atual / Previsão |
| Veículos Imobilizados | 20 a 30 (de uma frota total de 120) |
| Linhas Mais Afetadas | Linha Azul (A) – Matosinhos e Linha Violeta (E) – Aeroporto |
| Tipo de Perturbação | Viagens suprimidas e circulação com veículos simples (em vez de duplos) |
| Data Crítica | 12 de fevereiro (Paralisação total da manutenção prevista) |
A Origem do Conflito: Escalas de Trabalho
O braço de ferro trava-se entre o STMEFE (Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários) e a administração da CP.
- O Sindicato: Contesta as novas escalas que privilegiam os horários de tarde, noite e madrugada, exigindo uma revisão que respeite a conciliação familiar e os acordos de empresa.
- A CP: Alega que as escalas cumprem o Acordo de Empresa Geral e lamenta a “rutura do diálogo” por parte dos trabalhadores.
Atenção: No dia 12 de fevereiro, a manutenção poderá parar a 100%, o que poderá levar a um aumento exponencial de veículos avariados sem reparação imediata, degradando ainda mais o serviço nos dias seguintes.
Recomendações aos Utentes
A Metro do Porto garante estar a priorizar os eixos de maior procura (como a Linha Amarela e o Tronco Comum), mas recomenda-se:
- Consultar os tempos de espera nos painéis das estações com maior antecedência.
- Planear alternativas para as deslocações para o Aeroporto (Linha Violeta), que é um dos eixos mais sacrificados.
- Evitar as horas de ponta, se possível, uma vez que a capacidade dos veículos será menor.
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