O início de 2026 trouxe um aumento generalizado das portagens nas autoestradas portuguesas, com a Brisa a confirmar uma atualização média de 2,29%, em vigor desde 1 de janeiro. A subida resulta da taxa de inflação homóloga de outubro, acrescida de um adicional de 0,1% previsto na lei.
A atualização afeta sobretudo os principais eixos rodoviários nacionais, com impacto direto nas ligações entre Lisboa, Porto e Algarve. Ainda assim, há exceções relevantes na região do Grande Porto, nomeadamente a ligação Ermesinde–Valongo, que mantém os valores inalterados, um alívio para muitos condutores locais.
Lisboa–Porto e Lisboa–Algarve mais caros
A viagem entre Lisboa e Porto pela A1 passa a custar 25,05 euros, mais 45 cêntimos do que em 2025. Já quem segue para o sul pela A2, entre Lisboa e o Algarve, verá um aumento de 50 cêntimos, fixando o valor em 23,80 euros.
No total da rede concessionada pela Brisa, 40 das 93 taxas aplicadas a veículos de Classe 1 sofreram atualização. Entre os troços que escapam ao aumento estão, além de Ermesinde–Valongo, a ligação Lisboa–Oeiras, mantendo-se os preços praticados no ano anterior.
Investimento em mobilidade elétrica
Num contexto de transição para a mobilidade elétrica, a Brisa anunciou um investimento de 64 milhões de euros em infraestruturas, com destaque para o reforço dos postos de carregamento nas áreas de serviço, em particular na A2, onde a procura tem superado a oferta.
Isenções previstas ao longo do ano
Apesar das subidas, 2026 traz também isenções de portagens em alguns pontos do país. A partir de abril, a A25 passará a ser gratuita em toda a sua extensão. No Alentejo, alguns troços da A6 e da A2 deixarão igualmente de ser pagos, embora apenas para residentes e empresas locais.
O Orçamento do Estado para 2026 prevê ainda benefícios para o setor do transporte de mercadorias, com isenção de portagens para veículos pesados na A41 (CREP), bem como em determinados troços da A19 e da A8, na região de Leiria.
Para os utilizadores da região, a manutenção dos preços na ligação Ermesinde–Valongo assume particular relevância, numa altura em que o custo das deslocações continua a ser uma preocupação crescente para famílias e empresas.
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