A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) assinalou ontem, 19 de janeiro, o seu 19.º aniversário, num momento em que o Grande Porto se afirma como o epicentro da solidariedade e cidadania ativa. Em 2026, a região assume um protagonismo sem precedentes: a Maia detém o título de Capital Europeia do Voluntariado, enquanto Vila Nova de Gaia é a Capital Portuguesa do Voluntariado.
Este ano reveste-se de uma importância acrescida, uma vez que coincide com o “Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável”, proclamado pelas Nações Unidas. Eugénio Fonseca, da direção da CPV, sublinhou na mensagem comemorativa a necessidade de um reconhecimento crescente desta prática, que envolve atualmente cerca de 700 mil voluntários em Portugal, distribuídos por 50 organizações confederadas.
O Município da Maia, que no ano passado foi a Capital Portuguesa, eleva agora a sua missão ao patamar continental. O título de Capital Europeia foca-se na inclusão das novas gerações e na transformação social. Já Vila Nova de Gaia sucede à Maia no panorama nacional, tendo convencido o júri com um plano estratégico robusto e um forte alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Apesar das celebrações, a CPV aproveitou a efeméride para alertar para a necessidade de um interlocutor governamental dedicado ao setor, após a extinção da CASES. A confederação reafirma o seu papel na formação de novos voluntários e na atribuição de selos de qualidade às instituições, visando garantir que o voluntariado continue a ser um pilar fundamental para um país mais inclusivo.
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