Obviamente Rui Rio!

Nota introdutória: Para bem de Portugal e do PSD, o próprio PSD não devia estar em processo eleitoral interno numa altura em que estão Eleições Legislativas marcadas. Mas o PSD assim o decidiu e este sábado teremos de escolher entre Rui Rio e Paulo Rangel como candidatos a Primeiro Ministro.

Rui Rio parece-me a escolha óbvia por 5 motivos:

1. Há um sem número de Portugueses que desde há bastante tempo gostavam de ver o País a ser Governado por Rui Rio. Pelo trabalho desenvolvido ao longo de 12 anos na CMPorto vimos que Rui Rio é um político diferente e confiável. Um político de contas certas, que privilegia o desenvolvimento sustentado em compromissos e que trata os bens públicos como se fossem os seus próprios bens (no sentido positivo).

2. Um homem de palavra: Em 2010, quando se sabia que muito provavelmente quem fosse eleito presidente do PSD seria o próximo Primeiro Ministro, Rui Rio manteve o seu compromisso com o Porto – “Com os 2 pés no Porto” – e apesar das muitas solicitações, foi capaz de resistir à tentação de alimentar o seu ego e dos que o rodeiam, cumprindo o vínculo com aqueles que o elegeram.

3. Colocou sempre a causa pública à frente dos seus próprios interesses, afirmando sempre que primeiro está Portugal, só depois está o partido e por fim, ele próprio. Este princípio não passa apenas por serem palavras que vão sendo proferidas. Nem todos apreciaram o modo responsável e cortês com que foi desempenhando o seu papel de líder da oposição mas o que é certo, é que o fez por uma questão de coerência, demonstrando que não quer chegar ao poder a qualquer custo. Estou convencido que os Portugueses apreciaram a forma patriótica como não acedeu a fazer política oportunista em tempos de pandemia.

4. O trajeto deve ser respeitado. Fosse qual fosse o líder do PSD em 2019, seria extremamente complicado alguém conseguir ter um resultado superior nas Eleições Legislativas desse ano – os indicadores económicos contrariavam o que se tinha antecipado e os Portugueses, apesar do País crescer a um ritmo inferior aos países do Leste da Europa, sentiam-se com poder de compra e confiantes. De lá para cá, o PSD foi capaz de ser Governo nos Açores (dando a provar ao PS do mesmo veneno “gerigonçal”), foi capaz de manter o Governo na Madeira, quando muitos antecipavam uma derrota e, acima de tudo, conseguiu inverter uma tendência – de 3 atos eleitorais – de perda de autarquias e eleitos nas Eleições Autárquicas deste ano, conquistando 11 capitais de distrito, com Lisboa a ser a cereja no topo do bolo.

5. Rui Rio, desenvolveu a sua estratégia, sendo fiel a si próprio e aos Portugueses. Tento sempre ser justo e valorizar a meritocracia, assim, acho que por uma questão de justiça e mérito, Rui Rio deve disputar estas Eleições Legislativas, tentando cumprir aquele que muitos Portugueses acreditam ser o seu desígnio: ser Primeiro Ministro de Portugal.

César Vasconcelos

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