Rui Rio em Sobrado prometeu pressionar governo para resolver problema do aterro

O líder do PSD, Rui Rio, esteve ontem, segunda-feira dia 29 de junho, em Sobrado, a visitar as instalações da Recivalongo e a ouvir a população e a associação jornada Principal sobre a falta de qualidade de vida que o aterro provoca naquela vila do concelho de Valongo.

O aterro da Recivalongo, em Sobrado enfrenta uma forte oposição por parte da população e Câmara Municipal de Valongo, que, recorde-se, acusam a gestão da empresa de aterros de “crime ambiental”, provocando “um cheiro nauseabundo” no ar e poluir o solo daquela área devido aos lixiviados.

Na conversa com os responsáveis da associação Jornada Principal foi abordada sobretudo a questão de depósito de amianto, numa “clara violação da lei” segundo os responsáveis da Jornada Principal Marisol Marques e Diogo Oliveira.

Em conversa com os jornalistas, Rio, que estava acompanhado de vários deputados, aplaudiu a decisão governamental de retirar o amianto das escolas, mas acrescentou que o seu depósito em aterro só pode acontecer se forem garantidas todas as condições de segurança.

Estiveram presentes mais de meia centena de moradores ostentando t-shirts escuras com frases anti-aterro e o líder laranja deixou no ar várias questões ao Ministério do Ambiente, por exemplo questionando o depósito de amianto em aterros sem condições, como acontece com o da Recivalongo em Sobrado. Referiu Rui Rio que “devem ser criadas condições para que o depósito de amianto seja efetuado em segurança”.

O dirigente laranja prometeu continuar a pressionar o governo na Assembleia da República, dizendo que a AR pode acompanhar mais de perto todo o processo, ou seja a retirada e o local e forma de depósito.

Rui Rio falou ainda do depósito de resíduos biodegradáveis, que provocam a proliferação de insetos e não só, um fator que contribui para a degradação da qualidade de vida das gentes de Sobrado.

Recorde-se que quer a Jornada Principal, quer a Câmara Municipal pretendem avançar para tribunal pedindo o encerramento do aterro, alegando violação do PDM, aquando da sua instalação, uma situação comprovada por uma auditoria interna promovida pela Câmara de Valongo.

O aterro foi licenciado em 2012, altura em que a autarquia era liderada por Fernando Melo (PSD).