Aterro de Sobrado sem resíduos do estrangeiro, mas há lixo em Leixões à espera de destino

Presidente da Câmara e Associação Jornada Principal consideram positivo, mas querem mais

O aterro da Recivalongo em Sobrado não recebe resíduos provenientes do estrangeiro desde o princípio do mês de maio. O anúncio foi feito hoje pelos serviços do Ministério do Ambiente e Ação Climática.

Segundo o Ministério os resíduos ali depositados nos primeiros meses de 2020 ainda estavam incluídos nas autorizações aprovadas em 2019. Diz o Ministério que Portugal, até 5 de maio,  recusou a entrada de mais de 190 mil toneladas de resíduos de outros países, valor de cerca de 83% dos resíduos entrados em 2019.

A Associação Jornada Principal tem uma reação positiva a esta decisão do ministério, mas promete mais luta contra o aterro de Sobrado que “nunca devia ter sido licenciado”.

Em nota enviada ao JNR, a presidente da Jornada Principal revelou que a luta vai continuar até porque os maus cheiros e as pragas de insetos continuam. Por outro lado, refere a dirigente, “importa esclarecer e saber que destino será dado aos resíduos que se encontram no Porto de Leixões à data de hoje”, como aliás se pode ver na foto.

O presidente da Câmara de Valongo mostra-se satisfeito com este “sinal positivo”, mas pede ao mesmo tempo cautelas. “Face ao histórico da empresa, nestas coisas temos de ser muito cautelosos e agir como São Tomé – ver para crer – e ter a garantia do Governo de que vão terminar em definitivo as importações destes resíduos”, acrescentou José Manuel Ribeiro, para quem o Governo “deveria ir mais longe e exigir total transparência e rastreabilidade sobre todos os resíduos que são depositados em aterros deste género”.

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