Cinco mortos no pólo 1 Lar de Alfena enquanto que no pólo 2 não há infetados

Segundo nota publicada pelo CSP Alfena, o número de mortos no Polo 1 do Lar é já de cinco pessoas.

Refere a nota que “o Centro Social e Paroquial de Alfena tem, neste momento, os seus dois Pólos numa situação de extrema oposição. Pese embora já todos os utentes e recursos humanos tenham sido testados (até ao dia 8 do mês corrente), há um total de 11 testes, que, por razões que nos ultrapassam, o resultado ainda não se conhece.

Não desvalorizando esta informação em falta, nas unidades residenciais do CSPA-Pólo 2 todos testaram negativo, enquanto no CSPA-Pólo 1 a realidade é contrastante.
Não conseguimos conter a entrada do vírus, a situação foi-se desenvolvendo e está, neste momento, no ponto mais crítico da sua evolução.

Temos utentes assintomáticos, outros que inspiram vigilância mais apertada e alguns que, por incapacidade de assistência na nossa estrutura, tivemos que encaminhar ao serviço de urgência e estão agora internados e a receber cuidados no Hospital São João.

A informação do quadro clínico de cada idoso é atualizada pela Diretora Técnica, junto do familiar responsável.

Lamentamos 5 mortes e reforçamos as condolências às famílias, nesta fase em que até o luto é estranho.

As equipas continuam a trabalhar. A vontade de repor a normalidade supera o cansaço. A esperança renova a força”.

Na comunicação é referido o sacrifício dos funcionários. Por exemplo no CSPA-Pólo 1, há uma equipa a serviço desde o dia 5 de abril. O grupo de trabalhadoras está confinado à instituição, para eliminar qualquer hipótese de propagação do vírus. “Estão a fazer o melhor que sabem! refere a nota.

A comunicação salienta o esforço de interligação com as outras entidades envolvidas no processo: “Para cada problema debatemos a solução com a Câmara Municipal de Valongo, a Proteção Civil, o ACeS Maia/Valongo, os Bombeiros Voluntários de Ermesinde e a Junta de Freguesia de Alfena.

E a comunidade alfenense, que papel tão importante tem tido! A vossa generosidade conforta os que nos estão confiados.”

A comunicação termina com uma mensagem de alento: “Seguimos, a acreditar que é possível recuperar”.