Avança projeto da nova linha de metro para Gondomar

Foi assinado, no dia 21 de fevereiro, em Gondomar, o protocolo para a consolidação da expansão da rede de metro e metrobus na Área Metropolitana do Porto (AMP). A nova linha de Gondomar, cujo projeto foi apresentado e aprovado pela Câmara Municipal em 2017 e ligará o Souto ao Estádio do Dragão, dá, assim, mais um importante passo rumo à sua concretização.

A cerimónia, presidida pelo ministro do ambiente e da ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, contou com a presença do secretário de estado da mobilidade, Eduardo Pinheiro, do presidente do conselho de administração da Metro do Porto, Tiago Costa Braga, do presidente do conselho metropolitano do Porto, Eduardo Rodrigues, e ainda dos autarcas de Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Trofa, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.

Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar e anfitrião desta cerimónia, expressou a satisfação por a receber no concelho, cuja aposta na mobilidade é uma prioridade. Destacando que Gondomar é hoje o município com a maior taxa de mobilidade pendular da região, o edil lembrou que “o metro foi pioneiro na aposta pela mobilidade sustentável e esta é a altura de um novo impulso, um novo passo fundamental para a AMP”.

Já Tiago Costa Braga destacou a importância da rede de metro do Porto, projeto revolucionário para a mobilidade de mais de 2,5 milhões de pessoas. Salientando que este é um passo importante para a concretização da expansão da rede, frisou que esta é uma “transformação económica, social e ambiental da região”.

Transformação e oportunidade. Os destaques da intervenção de Eduardo Vítor Rodrigues foram para o aumento da utilização dos transportes públicos, fruto da criação do Passe Único, e ainda para a possibilidade de, após os novos estudos, serem incluídas linhas anteriormente excluídos na expansão da rede de metro.

João Pedro Matos Fernandes destacou o papel fundamental deste protocolo para a tomada de decisões, por parte dos municípios e do Governo, sobre a expansão da rede metro. “Medidas como o PART- Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos, que criaram as condições e consequente aumento da utilização dos transportes públicos, vieram demonstrar a necessidade de novos estudos para tomarmos as melhores decisões para os municípios, o território, mas essencialmente para as populações”, frisou o ministro.

O protocolo permite avançar com os estudos de viabilidade económica em sete linhas do metro do Grande Porto, cuja expansão será decidida até ao final do ano. Em causa estão cerca de 860 milhões de euros do Plano Nacional de Investimento (PNI) 2030, dos quais 620 milhões destinam-se à consolidação da rede do Metro do Porto e 240 milhões destinam-se ao desenvolvimento de sistemas de transportes coletivos, como o metrobus.

A linha de Gondomar, cujo novo traçado foi apresentado em 2017, terá um total de seis estações em Gondomar e servirá também as zonas populosas da freguesia de Campanhã, no Porto, onde contará com duas. Assente em estudos técnicos e de viabilidade de Álvaro da Costa, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a linha custará 110 milhões de euros e contempla estações em Gondomar na zona da Lagoa, no centro de Valbom, no Hospital-Escola Fernando Pessoa, junto à Câmara Municipal e São Cosme (edifício Mafavis), terminando no Largo do Souto, permitindo assim um interface com a rede de autocarros que liga o centro às restantes freguesias do concelho.