Chegou ao fim a Missão Chumviyere, traduzida num trabalho de voluntários em construir uma Escola no Quénia. A coordenação foi dos Missionários da Consolata. Recorde-se que estiveram presentes voluntários de Sobrado e Ermesinde.
Em jeito de balanço, o sobradense António Santos escreveu um texto para o JNR publicar. Parabéns por mais esta ação. É assim que se deixa uma marca na vida. A delegação partiu hoje do Quénia. Boa viagem.
“Chegámos a Chumviyere com um sonho no coração e partimos com a emoção profunda de saber que, juntos, conseguimos transformá-lo em realidade.
A nossa missão ficou concluída: a escola foi construída, mobilada e preparada para receber as crianças, com casas de banho, cozinha e refeitório. Criámos também um espaço de recreio com brinquedos, iluminado por painéis solares que compramos e colocamos a toda a volta do recinto, permitindo que aquele lugar continue a ser um ponto de encontro, de aprendizagem e de alegria para toda a comunidade.
Não nos ficámos pelas paredes. Deixámos alimentos suficientes para cerca de dois meses, contribuindo para que as crianças possam continuar a aprender com mais tranquilidade, segurança e dignidade, sem que a fome lhes roube a oportunidade de sonhar.

Vestimos centenas de crianças, levando roupa e calçado a quem tem tão pouco. Oferecemos mais de 250 pares de Crocs e entregámos a cada criança uma garrafa individual. Instalámos também uma máquina de água e disponibilizámos vários garrafões, garantindo um ponto de abastecimento essencial para as suas necessidades diárias e para uma vida mais saudável.
Mas, acima de tudo, deixámos muito mais do que uma escola.
Deixámos um lugar onde cada criança pode aprender, brincar e imaginar um futuro diferente. Deixámos dignidade, esperança, oportunidades e a certeza de que alguém acredita profundamente no valor e no futuro destas crianças.
Foi uma missão feita de muitas mãos, muitos quilómetros, muitas dificuldades e, sobretudo, muitos corações unidos por um mesmo propósito: transformar vidas e fortalecer uma comunidade inteira.
Cada parede erguida representa uma oportunidade. Cada sala preparada guarda sonhos. Cada sorriso que recebemos recorda-nos que nenhum gesto é pequeno quando nasce da solidariedade.
Tijolo a tijolo, construímos uma escola.
Criança a criança, construímos esperança.
Comunidade a comunidade, construímos um futuro.
Chumviyere fica para trás, mas aquilo que ali construímos continuará a crescer, a inspirar e a transformar vidas, muito depois de partirmos.”



