Entrevista com o Presidente da Direção Nuno Mendes
O Clube de Pesca e Caça de Campo comemorou 50 anos de atividade no passado dia 6 de março.
Para assinalar a data, a direção presidida por Nuno Mendes preparou um programa festivo que incluiu homenagens aos fundadores, aos anteriores presidentes ainda vivos e a apoiantes e patrocinadores.
O Jornal Novo Regional quis ouvir o presidente da Direção sobre a história e a realidade atual do clube. O local da entrevista foi junto à Pista de Pesca, perto da Etar de Campo.
Sobre a festa dos 50 anos, Nuno Mendes disse ao JNR que “não é uma data qualquer e quisemos fazer algo diferente. Tínhamos de fazer uma festa grande e foi o que aconteceu”.
O Clube de Pesca e Caça de S. Marinho de Campo (CCPSMC) tem atualmente 113 associados pagante. Participam no campeonato interno cerca de 35 pescadores. No ano passado estiveram federados 10 atletas.
Importante é a preocupação com os mais novos. Todos os anos é organizada uma prova para os pescadores iniciados, com prémios para todos e o objetivo é, diz Nuno Mendes, “incentivar a pesca junto dos mais novos. Temos tido sempre mais de 10 participantes e o objetivo é que continuem, o que é difícil, porque muitos têm a vida ocupada pelos afazeres diários.”
Outra dificuldade tem a ver com os custos, os equipamentos necessários (cana e não só) são caros e só quem gosta mesmo da pesca avança.
Outro custo tem a ver com a licença nacional que orça em 23,95 euros. Diz o dirigente que “é um absurdo porque não nos garantem condições para pescar, se não forem as associações ou autarquias a criar espaços os pescadores não têm condições”.
Por falar em espaços o CCPSMC tem uma concessão de oito quilómetros criada em 2018 e que á valida durante dez anos. O objetivo é preservar o rio Ferreira. Quem quiser pescar neste espaço tem de solicitar e pagar uma licença ao CCPSM. O problema é que poucas pessoas tiram esta licença. Nuno Mendes refere que “pagamos uma licença anual pela concessão, pagamos as tabuletas de indicação, os livros etc e qualquer pessoa vem para a margem do rio e pesca sem qualquer fiscalização. Além disso ainda temos outro problema, somos obrigados a ter placas de indicação de tantos e tantos metros e a maior parte têm sido roubadas, o que pode causar multas para pagarmos por falta de sinalização”.
Mas quando se fala de roubos convém também referir que o CCPSMC plantou diversas árvores na pista para segurar as terras e também foram roubadas. “Como não há muros, quando vem uma cheia leva um pedaço da margem e plantamos as árvores para evitar essa situação”.
A limpeza da pista tem de ser feita pelo clube, embora a pista seja da freguesia e do concelho e não do CCPSMC. Nuno Mendes diz ao JNR que “a Câmara deveria aqui ter um papel mais interventivo com limpezas de tanto em tanto tempo e não só quando pedimos e quando a resposta é positiva. A Junta também tem colaborado, embora nem sempre como queríamos”.
Sobre o futuro do CCPSMC, Nuno Mendes afirma que “este poderá será o meu último ano como presidente (como da restante direção), cada vez é mais difícil gerir uma associação, somos considerados uma empresa e as dificuldades são muitas. Por isso não consigo responder como será o futuro, embora eu deseje que seja risonho e com muito trabalho feito”.
Texto publicado originalmente na edição em Papel do JNR. Assine e recebe em casa por CTT. Contacte pub@jornalnovoregional.pt . Obrigado.






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