GDR Retorta organiza mais uma peregrinação a Fátima. 200 pessoas caminham de 4 a 10 de maio

O Grupo Dramático da Retorta (Campo – Valongo) organiza este ano mais uma peregrinação a Fátima. O início em Campo será já dia 4 de maio e a chegada a Fátima acontecerá dia 10 do mesmo mês.-
Durante estes dias serão muitas as histórias, eventuais dificuldades mas sobretudo conquistas, que os peregrinos terão para contar.

O Jornal Novo Regional quis saber mais e ouviu um dos elementos da organização, Octávio Pereira.

Há quantos anos o GDR Retorta organiza as peregrinações a Fátima e como é que tudo começou?

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O GDR Retorta organiza a peregrinação a pé a Fátima desde 2007.
A ideia surge um ano antes, 2006, quando um grupo de associados realizou uma peregrinação. Durante a experiência, perceberam que a Retorta, com os recursos de que dispõe, poderia dar apoio a peregrinos. E assim foi, apesar de não ser uma entidade religiosa nem pagadora de promessas, a Retorta decidiu contribuir, ajudando a tornar o caminho mais acessível e leve para todos aqueles que desejam fazer a peregrinação.

Com quantas pessoas começou e quantas vão agora em maio? Havia mais interessados em participar este ano?

Em 2007, na primeira peregrinação, participaram 27 peregrinos e 2 voluntários de apoio.
Este ano, estão inscritos 200 peregrinos e 20 voluntários. No entanto, se fosse possível aceitar todos os pedidos, seriam mais de 300 participantes. A limitação prende-se com a logística, que não permite acolher mais pessoas.

Quantos dias demora a peregrinação?

A peregrinação inicia-se a 4 de maio e termina no dia 10 à hora de almoço, num total de 6 dias e meio de caminhada até Fátima.

Como é preparada a logística, alimentação, alojamento e cuidados médicos, se necessário?
A organização inicia-se em meados de outubro do ano anterior, com a procura de locais para pernoita. Para um grupo de cerca de 220 participantes, entre peregrinos e equipa de apoio, não é tarefa fácil encontrar pavilhões com a dimensão e as condições adequadas.

A alimentação, nomeadamente almoços e jantares, é preparada em Valongo e transportada diariamente. O Café HD, situado no edifício Vila Tina, tem ao longo dos anos assumido essa responsabilidade com um notável espírito de missão, assim como a Retorta.

Os pequenos-almoços e lanches ficam a cargo da equipa de apoio. Para além destas refeições, vão surgindo diversos “mimos” oferecidos por amigos, empresas e pessoas anónimas que desejam associar-se à peregrinação. Entre eles, destacam-se as famosas e deliciosas bolas de Berlim da Rota dos Doces, muito apreciadas pelos peregrinos, bem como os biscoitos da centenária fábrica Paupério, que, desde a primeira peregrinação, se mantém ligada a esta atividade.

Os cuidados médicos são assegurados no final de cada dia por uma equipa de podologistas e médicos, voluntários, coordenada pelo Dr. Victor Hugo Oliveira da Clínica dos Santos, em Campo, que também demonstra um enorme espírito de dedicação

Como é preparado o regresso a casa?
O regresso, no final do dia 10 de maio, é feito em autocarros contratados pela organização.

Quantas pessoas são necessárias para apoio e para tudo correr bem?
O grupo de apoio é constituído por cerca de 20 voluntários, número que consideramos adequado para garantir que tudo decorre da melhor forma. Embora exista mais gente disponível e interessada em integrar a equipa de apoio, estamos condicionados pelo número de lugares disponíveis nas carrinhas de apoio.

Durante estes anos tudo tem corrido bem ou houve situações difíceis de resolver?
Ao longo destes quase 20 anos, com interrupção em 2020 e 2021 devido à pandemia de COVID-19, tudo tem corrido muito bem.

Esta organização do GDR Retorta é considerada uma das melhores do género. Sentem orgulho? Aumenta a responsabilidade?
Se é uma das melhores não sabemos, mas sem dúvida, é para nós um orgulho perceber que o trabalho desenvolvido em prol da comunidade é valorizado. Naturalmente, isso também aumenta a responsabilidade.

A missão das associações, independentemente da sua natureza, é colaborar com a comunidade onde estão inseridas. A Retorta não é exceção: esse tem sido o seu espírito ao longo da sua existência, e é esse o caminho que pretende continuar a seguir.

Foto: GDR Retorta

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