Cerca de uma dezena de autarquias estão ser investigadas no âmbito de uma das maiores operações de sempre da PJ visando autarquias.
Tudo terá a ver com eventuais crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações de Natal.
Há já 4 detidos e estão a decorrer buscas nas Câmaras da Maia, Trofa, Lisboa, Tavira, Lamego, Figueira da Foz, Viseu, Póvoa do Varzim, Ovar e Santa Maria da Feira. Os detidos serão um funcionário da Câmara de Lisboa, um administrador e um funcionário de uma empresa privada e uma presidente de associação privada.
Segundo vários jornais, “a investigação teve a sua origem em denúncia conexa com a pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades. (…) Mediante a obtenção ilegal de informação privilegiada a troco de contrapartidas de cariz financeiro atribuídas a elementos de entidades adjudicantes, em subversão das regras da transparência, igualdade e concorrência do mercado, eram garantidas adjudicações à empresa visada em valores que ascendem a 8 milhões de euros”, explica aquela autoridade em comunicado.
Na operação a que foi dado o nome “Lúmen”, foram efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em várias zonas do país, em entidades e empresas públicas e privadas.
Entretanto, segundo nota enviada ao JNR, a Câmara Municipal da Maia confirma que a Polícia Judiciária está a realizar diligências nas instalações municipais, desde as 09h00 desta terça-feira, no âmbito de uma investigação em curso.
Refere a informação que “desde o primeiro momento, os serviços municipais têm estado a colaborar plenamente com as autoridades competentes, disponibilizando toda a informação e os meios necessários para o esclarecimento dos factos.
A Câmara Municipal da Maia reafirma a sua total disponibilidade para cooperar com a investigação e aguarda o desenvolvimento do processo pelas entidades competentes”.



