Penafiel: Governo contratualiza 200 camas com privados para aliviar “asfixia” do Hospital Padre Américo

A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, visitou esta terça-feira o Hospital Padre Américo, em Penafiel, unidade identificada como a que enfrenta as maiores dificuldades em toda a região Norte. Com uma área de influência que abrange 520 mil pessoas — quase o dobro da capacidade projetada originalmente (300 mil) — o hospital opera atualmente no nível máximo do seu plano de contingência devido à falta crónica de camas.

Para responder à urgência imediata, o Governo anunciou a contratualização de 200 camas com o setor privado e social. Esta medida de curto prazo visa libertar espaço no internamento da unidade pública, permitindo um fluxo mais célere dos doentes que chegam via urgência.

Um hospital dimensionado para metade da população

O “síndrome do cobertor curto” é a realidade diária em Penafiel. Servindo 11 concelhos, o hospital necessita, no mínimo, de um reforço estrutural de 200 camas permanentes. O Diretor Executivo do SNS, Álvaro Almeida, que acompanhou a comitiva, reconheceu a pressão, mas afastou o cenário de “caos”.


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SNS rejeita cenário de caos

Apesar das dificuldades visíveis, Álvaro Almeida destacou que o SNS está a “responder melhor do que no passado”. Citando dados do Portal de Monitorização, referiu que, nos primeiros 17 dias de 2026, o tempo médio de espera nas urgências a nível nacional caiu dois minutos.

A Ministra da Saúde reforçou esta mensagem de resiliência, garantindo que não tenciona abandonar o cargo perante as críticas. “Desistir é coisa que não vai acontecer. Não nos comprometemos com o povo para, nas dificuldades, desistirmos dele”, afirmou a governante, sublinhando que a estratégia de persistência já está a apresentar alguns resultados concretos.


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