Rio Tinto: Obra do novo Centro de Saúde da Triana “congelada” e sem prazo de abertura

(Imagem: Município de Gondomar)

A Unidade de Saúde Familiar (USF) Brás Oleiro e Despertar, em Rio Tinto, deveria ser o culminar de um sonho com duas décadas para os moradores da Triana. Contudo, sete meses após o prazo previsto para a conclusão (junho de 2025), o cenário na Rua das Cantarinhas é de abandono, sem máquinas no terreno e com sinais visíveis de degradação precoce e vandalismo.

A infraestrutura, projetada para servir cerca de 15 mil utentes, continua de portas fechadas. Segundo a Câmara Municipal de Gondomar, o impasse deve-se a problemas técnicos na instalação de um posto de transformação de eletricidade. No entanto, a autarquia não avançou com uma nova data para a inauguração do equipamento, deixando a população num vazio de informação.


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Impacto no quotidiano e revolta da comunidade

A paralisia da obra não afeta apenas o acesso a cuidados de saúde; a requalificação inacabada da zona envolvente tornou-se um obstáculo físico para os residentes.

  • Acessos Condicionados: Moradores da Triana relatam dificuldades extremas no acesso à Escola Básica da Boucinha e a zonas comerciais.
  • Isolamento: Em declarações ao Jornal de Notícias, residentes queixam-se de ter de percorrer dois quilómetros extra para tarefas simples como comprar pão, devido às vedações e obstruções.
  • Vandalismo: Sem vigilância ou atividade, as paredes do novo edifício já apresentam grafitis e algumas chapas de proteção foram retiradas.

Perante esta situação, foi lançado um abaixo-assinado pela comunidade local para exigir a conclusão imediata dos trabalhos. “O centro de saúde é um bem necessário”, recordam os moradores, muitos de idade avançada, que se sentem prejudicados pela falta de planeamento e pelos atrasos sucessivos.


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