O Associativismo local em Valongo 15

SABES QUEM EU SOU?

Crónica de Joana Fitas
Presidente da Associação de Coletividades de Valongo

Olá! Permite-me que me apresente, para que ninguém diga desconhecer o meu impacto na comunidade. Sou a associação cultural, desportiva e recreativa do teu bairro, aquela que vive paredes meias contigo.

Concede-me, apenas, alguns minutos. Acredito que vais ficar fascinado.

Assumo muitos nomes, diferentes moradas, mas um só objetivo. Sou o motor silencioso que mantém viva uma comunidade inteira. Nas minhas salas, as crianças descobrem talentos, aprendem disciplina, criam amizades que as afastam da solidão e das ruas. Aqui, os jovens encontram oportunidades de crescer, os adultos constroem redes de apoio e os idosos ganham um lugar de pertença. Sou espaço de cultura, desporto, solidariedade e cidadania — tudo ao mesmo tempo, todos os dias.

Sabes todas aquelas festas animadas nas ruas que preencheram o verão? Fui eu que as animei, com o resultado do esforço de todos, dos mais jovens, aos mais velhos. Do desporto à cultura.

Talvez nunca tenhas reparado, mas se algum dia eu fechasse as portas, sentirias logo o vazio. As ruas ficariam mais silenciosas, as praças perderiam movimento, as famílias perderiam apoio. Sou um radar social, porque capto de imediato os sinais de mudança: quando há mais desemprego, sou eu que vejo os rostos preocupados; quando a escola falha, sou eu que acolho os jovens; quando a solidão cresce, sou eu que recebo quem precisa de companhia.

Setembro é tempo de regresso. As aulas voltam, os projetos reativam-se, os ensaios retomam o compasso, e também eu volto a abrir portas de par em par. Este é o momento de renovar compromissos: valorizar mais, reconhecer melhor e apoiar de forma real quem mantém viva a chama da comunidade.

Assim, aproveitando esta fase de maior disponibilidade para conhecer e visitar, façamo-lo bem, para além de qualquer lente. Recomecemos da melhor forma possível, todos juntos, a apontar na mesma direção. Conscientes das dificuldades, e atentos às possibilidades que nascem quando investimos naquilo que realmente importa: as pessoas, os laços, a vida em comum.

Passemos das palavras. Apoiar as associações é investir no presente e no futuro de cada freguesia, de cada comunidade, de cada território. Porque não há desenvolvimento sem comunidade, e não há comunidade sem associativismo.
Lembra-te disto da próxima vez que achares não conhecer o meu impacto na comunidade. As minhas portas estão sempre abertas.

Pelo Movimento Associativo Popular e Voluntário. Pela cultura, arte, recreio, desporto e solidariedade promovidos pelas nossas associações. Por Alfena, Ermesinde, Campo e Sobrado, e Valongo.

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