Eleitos locais e regionais, académicos e líderes sociais de 43 nacionalidades vão debater em Valongo o tema “Ameaças populistas: Construir a Resiliência Democrática com Comunidades Participativas”.
A 23.ª conferência do Observatório Internacional da Democracia Participativa – OIDP vai trazer a Valongo nos dias 17, 18 e 19 de outubro, centenas de líderes locais e regionais de 43 nacionalidades, ativistas e investigadores para debater o tema “Ameaças populistas: Construir a Resiliência Democrática com Comunidades Participativas”. Representando mais de mil cidades em todos os continentes, o OIDP é presidido pelo autarca de Valongo, José Manuel Ribeiro, que sucedeu no cargo ao perfeito do Rio de Janeiro em 2023.
“A conferência da OIDP em Valongo será um marco mundial de mobilização das cidades participativas para revitalizarem os seus sistemas democráticos em benefício dos cidadãos”, afirma José Manuel Ribeiro, que em Portugal também preside à Rede de Autarquias Representativas (RAP). “Valongo vai ser o local certo para discutir e apresentar propostas para construir sistemas democráticos resilientes, que deem às pessoas oportunidades reais de influenciarem a mudança nas suas comunidades, nos seus municípios e nos seus países”.
Cas Mudde, cientista político holandês e estudioso dos populismos, será o autor da primeira intervenção de fundo da 23ª Conferência do OIDP. Professor e investigador na Universidade da Georgia, nos Estados Unidos da América, Cas Mudde tem-se notabilizado pela reflexão sobre o melhor modo de lutar contra as ameaças que a direita radical e os extremismos populista representam para as democracias liberais dos países ocidentais.
A sessão inaugural realiza-se no dia 17 de outubro, quinta-feira, às 14h30, n’ A Fábrica (Rua Conde Ferreira 233, em Valongo). A sessão será aberta por José Manuel Ribeiro, seguindo-se as intervenções de Emilia Saiz, secretária-Geral da United Cities and Local Governments (UCLG), e de filósofo político Cas Mudde.
“É essencial apostar em comunidades mais esclarecidas e participativas, pois só cidadãos autónomos e vigilantes são capazes de identificar e reagir de forma crítica a derivas autocráticas e populistas”, afirma o autarca. “Os mecanismos de democracia participativa qualificam as escolhas dos cidadãos e ajudam a melhorar as decisões políticas”.
A Conferência de Valongo será baseada em cinco eixos temáticos principais relacionados com a promoção da democracia participativa, designadamente: “Os desafios que os novos populismos colocam à democracia participativa”; “As ameaças e oportunidades da Inteligência Artificial”; “O potencial e as oportunidades da tecnologia cívica”; “As boas-práticas dos processos participativos inclusivos”; “As apostas na transparência e na governação aberta”.
A 23.ª conferência da OIDP será, assim, “um espaço de debate para interpretar as ambiguidades e os riscos dos populismos e também para divulgar as virtudes dos mecanismos de democracia participativa para preservar o pluralismo e a defesa do bem comum nas políticas públicas”, adianta a organização.
O Observatório Internacional da Democracia Participativa – OIDP é uma rede internacional de mais de mil cidades, organizações e centros de investigação que implementam e trocam experiências de democracia participativa a nível local. Todos os anos esta conferência internacional reúne centenas de líderes locais e regionais de todo o mundo, investigadores e especialistas nos domínios da participação política que defendem uma democracia local mais participativa, aberta e transparente.
Mais informação sobre o evento em: https://oidp2024.cm-valongo.pt/
PUB



