Câmara de Gondomar comprou edifício do Séc. XIX para instalar Conservatório de Música

 A Câmara de Gondomar investiu 480 mil euros na aquisição de um edifício do século XIX que, uma vez requalificado, receberá o Conservatório de Música, revelou há dias à Lusa fonte da autarquia.

Situado no Largo do Souto, na freguesia de São Cosme, o edifício foi adquirido em 09 de setembro e tem como objetivo criar condições para o Conservatório de Música de Gondomar reforçar a oferta de ensino artístico no concelho, explicou a fonte.

Com dois séculos de existência, o edifício, num prazo ainda não determinado pelo município, terá agora de ser requalificado, num projeto articulado entre o município e o conservatório, acrescentou.


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Citado pelo comunicado publicado na página do Facebook da autarquia do distrito do Porto, o presidente da Câmara, Luís Filipe Araújo, referiu que, com a compra, foi dado “um passo importante para o desenvolvimento do ensino artístico” no concelho ao mesmo tempo que se vai “valorizar um edifício com história, no coração da cidade, dando-lhe uma nova vida e colocando-o ao serviço da cultura e da comunidade”.

Em declarações à Lusa, o presidente do conservatório, Filipe Fernandes, relatou que a instituição, criada em 2022, funciona atualmente numa sala da Banda Musical de Gondomar e que tem 250 alunos.

A gestão de todos estes alunos, relatou o responsável, é o maior problema do projeto e só é possível graças ao ensino articulado e à possibilidade de as aulas de música decorrerem nas escolas onde os alunos inscritos frequentam o 1.º e 2.º ciclos do ensino básico.

“Se assim não fosse, era impossível gerir tantos alunos”, confessou Filipe Fernandes, confirmando que a aquisição pela câmara do edifício “ajuda, mas não resolve todos problemas da associação”, pois “persiste a ausência de financiamento público”, o que obriga os pais dos alunos a “despender uma propina, ainda que reduzida pelo apoio que o município acrescenta”.

E prosseguiu: “é um edifício que nos vai permitir ter mais salas de aulas e aumentar a capacidade para os nossos alunos e, além disso, fica num sítio mais central”.

Questionado sobre quando poderão passar a funcionar no novo edifício, o diretor expressou o desejo de que “no máximo daqui a dois anos” possam lá estar, admitindo que este será ocupado “em regime de comodato, ainda que não esteja definido por quanto tempo”.

O conservatório tem alunos do pré-escolar (3 anos) até ao 9.º ano, um cenário que quer alargar até ao 12.º, quando se instalar nas futuras instalações, disse.