A Câmara Municipal de Valongo inaugurou recentemente a Praça da Democracia, integrada no projeto da chamada Casa da Democracia.
Em comunicado enviado ao nosso jornal, a CDU concelhia, considera positiva a valorização do espaço público e a criação de condições para a participação cívica, mas critica a forma como este projeto tem sido conduzido e apresentado aos valonguenses.
“Estamos perante mais uma inauguração parcelar de um projeto de grande dimensão, que a CDU desde o início considerou megalómano e desadequado face às necessidades e prioridades do concelho. A sucessão de inaugurações de diferentes partes da Casa da Democracia não altera a realidade: trata-se de um único empreendimento, cujo custo e encargos devem ser avaliados no seu conjunto”.
Importa recordar que esta não é uma preocupação nova da CDU. Em 13 de dezembro de 2020, aquando da discussão do investimento para a construção do edifício da Câmara Municipal, a CDU alertou para a dimensão do investimento e para a necessidade de compatibilizar qualquer decisão desta natureza com a situação financeira da autarquia e com as necessidades concretas do concelho”.
A CDU deixa algumas perguntas e refere que enviou um requerimento ao executivo no sentido de saber “quanto está efetivamente a custar a Casa da Democracia aos valonguenses e que outras prioridades municipais estão a ser condicionadas por esta opção?”
Refere a CDU que “a democracia não se mede pela dimensão ou pelo preço dos edifícios que lhe são dedicados. Mede-se pela capacidade de responder aos problemas concretos das populações e pela utilização responsável dos recursos públicos. É precisamente por isso que a CDU entende que a Câmara Municipal deve prestar contas de forma clara e transparente sobre o investimento global na Casa da Democracia: custo da construção, espaços envolventes, arranjos exteriores, equipamentos, financiamento e encargos futuros”.



