Antigo Matadouro do Porto vai ter uma “abertura progressiva” ao longo de 2027

A Câmara do Porto avançou hoje à Lusa que prevê que o Matadouro — Centro Cultural do Porto, em obras de reconversão desde 2021, tenha uma “abertura progressiva” ao longo do ano de 2027.
“De acordo com o atual calendário do projeto, está prevista a entrega do equipamento no final de 2026, seguindo-se, durante 2027, a fase de ‘fit out’ e preparação dos diferentes espaços e valências, conforme anunciado no início deste ano”, esclareceu a autarquia, questionada pela Lusa.
Acompanhando a “conclusão dos trabalhos de instalação”, o município espera que este novo espaço cultural em Campanhã vá abrindo de forma progressiva.
O antigo matadouro irá designar-se M-ODU (Matadouro Outro Destino Urbano) e terá capacidade para albergar mais de 2.300 pessoas.
Em outubro de 2025, a Emerge, empresa de desenvolvimento urbano e promoção imobiliária responsável pela gestão deste espaço, comunicava que as obras terminariam nesse ano e que o espaço poderia abrir neste verão.
À data, a empresa informava ainda de que “mais de 700 trabalhadores” de empresas do universo da Mota-Engil ocupariam e dinamizariam os vários espaços de escritório do complexo no terceiro trimestre de 2026.
O M-ODU, cujo projeto de arquitetura é de autoria partilhada entre o atelier japonês Kengo Kuma & Associates e o gabinete português OODA, vai ser composto por “nove edifícios para escritórios” e “oito mil metros quadrados destinados a galerias e equipamentos públicos”, dava conta a Emerge.
O projeto conta também com uma área de 600 metros quadrados para uma zona de restauração principal, complementada por uma cafetaria e um quiosque e uma área de bem-estar com estúdios e espaços de tratamento.
A obra representa um investimento de “40 milhões de euros”, com uma concessão de 30 anos e ocupa uma área total de 20 mil metros quadrados, assumindo-se “como um projeto aberto à comunidade”, avança a empresa responsável pelo desenvolvimento urbano e imobiliário.

AFG (CCM) // JAP Lusa