A política educativa em Valongo está ao rubro. O PSD, através do vereador Hélio Rebelo, lançou uma “ofensiva” contra a proposta de alteração ao Regulamento das Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) e da Componente de Apoio à Família (CAF). Em resposta, a Câmara Municipal de Valongo nega quaisquer cortes e fala em “reforço da qualidade e eficiência”.
A alimentação e o apoio pós-escolar estão, literalmente, no centro do prato político, com as famílias e associações de pais expectantes perante este braço de ferro.
O “Grito de Alerta” do PSD: 5 Pontos Críticos
Os vereadores do PSD enviaram uma Carta Aberta às direções das escolas e associações de pais, denunciando o que consideram ser “cinco retrocessos graves” na proposta da maioria socialista:
- Fim do Apoio ao Estudo: O PSD critica a substituição de técnicos especializados por atividades lúdicas, o que pode prejudicar o sucesso escolar.
- Corte nos Lanches: Denunciam a retirada do lanche diário, alegando que se trata de uma manobra para desviar verbas.
- Penalizações Rígidas: Criticam a aplicação de multas automáticas por atrasos na recolha das crianças, sem margem para diálogo.
- Sem Reembolsos em Greves: As famílias perdem o direito à devolução de verbas em dias de greve.
- Falta de Diálogo: Acusam o Município de não ter ouvido os parceiros educativos antes de apresentar a proposta.
“Não podemos aceitar que a escola pública sofra retrocessos que fragilizam as famílias”, afirma o PSD, que apresentou uma proposta alternativa a 4 de março.
A Defesa da Autarquia: Gestão Local e Frescura
O Jornal Novo Regional procurou ouvir a Câmara de Valongo, que reagiu de imediato, garantindo que não existem cortes, mas sim uma reorganização estratégica. O grande argumento reside na descentralização da compra dos lanches:
- Lanches mais frescos: Os agrupamentos passarão a comprar diretamente os produtos. Isto permite recorrer a fornecedores locais e mercados de proximidade, apoiando a economia de Valongo.
- Menos Desperdício: Com uma gestão feita na própria escola, é mais fácil ajustar as quantidades e os gostos das crianças, reduzindo o que vai para o lixo.
- Investimento Elevado: O Município recorda que investe 200 mil euros/ano em lanches para 2500 crianças e que a prioridade é a eficiência deste gasto público.
- A Questão das Greves: A autarquia explica que o reembolso médio por criança em dias de greve seria inferior a 1 euro, o que geraria um custo administrativo superior ao valor devolvido. Esse montante será, em vez disso, reinvestido em atividades.
| Tema | Visão do PSD | Resposta da Câmara |
| Lanches | “Corte” no fornecimento diário. | Gestão local para maior frescura e apoio ao comércio. |
| Apoio ao Estudo | Substituição por atividades lúdicas. | Reforço do “tempo de qualidade” e bem-estar. |
| Reembolsos | Famílias ficam desprotegidas. | Reinvestimento no serviço (custo de reembolso é proibitivo). |
| Preços | Retrocesso no apoio à família. | Valongo mantém dos preços mais baixos da AMP. |
A autarquia sublinha que o serviço continuará a funcionar desde as primeiras horas da manhã e a garantir resposta total no Natal, Páscoa e julho. O debate promete continuar nas próximas sessões de câmara, com ambas as partes a garantirem que a sua prioridade são as crianças.
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