A Polícia Judiciária (PJ) desferiu ontem, 12 de fevereiro, um golpe decisivo contra duas redes de narcotráfico que utilizavam o Porto de Leixões como a sua principal “porta de entrada” para a Europa. Numa operação concentrada no Grande Porto, foram detidos quatro homens e realizadas mais de dez buscas, culminando investigações que duravam desde o final de 2024.
Esta operação é o desfecho de dois inquéritos paralelos que já tinham permitido apreender, há exatamente um ano (fevereiro de 2025), quase meia tonelada de cocaína de elevado grau de pureza.
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As diligências de ontem visaram os operacionais que garantiam a logística de retirada da droga do recinto portuário. A colaboração estreita com a Autoridade Tributária e Aduaneira foi fundamental para ligar os pontos entre os contentores e os suspeitos agora detidos.
Suspeitos: Recidiva e Especialização
Os quatro detidos, todos de nacionalidade portuguesa e com idades entre os 33 e os 45 anos, não são desconhecidos das autoridades. Segundo a PJ, quase todos possuem antecedentes criminais específicos por tráfico de estupefacientes.
O Modus Operandi: Embora as investigações fossem distintas, os grupos partilhavam alguns dos suspeitos devido à sua “capacidade técnica” e contactos para extrair mercadoria ilícita de dentro do porto marítimo sem levantar suspeitas aduaneiras.
Preservação de Prova e Justiça
A operação de ontem não visou apenas as detenções, mas também a recolha de novos elementos probatórios (documentos, comunicações e bens) que consolidem a acusação de tráfico internacional.
Este caso volta a colocar o Porto de Leixões sob os holofotes da segurança internacional, sublinhando o desafio constante das autoridades portuguesas em controlar uma das maiores fronteiras marítimas da União Europeia.
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