Numa operação de larga escala que “varreu” os concelhos de Paredes, Maia e Vila Nova de Gaia, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Penafiel da GNR desferiu um golpe decisivo numa rede organizada de tráfico de droga. A ação culminou na detenção de 15 pessoas e na apreensão de um autêntico “supermercado” de estupefacientes, com mais de 10 mil doses retiradas de circulação.
A operação não foi para amadores: contou com a força de elite da GNR (incluindo Operações Especiais) e o apoio do Corpo de Intervenção da PSP.
O Balanço da “Rusga”: Dossier de Apreensões
Os números impressionam e revelam a capacidade logística do grupo desmantelado. Além das drogas, as autoridades apreenderam um arsenal de armas e uma frota considerável.
1. O “Menu” das Substâncias (Total: ~10.824 doses)
2. Arsenal e Logística
- Armas: 6 pistolas de calibre 6,35 mm, 1 pistola de pressão de ar e 50 munições.
- Dinheiro vivo: 42.400 euros em numerário.
- Frota: 8 automóveis e 5 motociclos (usados previsivelmente para distribuição e ostentação).
- Tecnologia: 19 telemóveis, 1 computador e 10 balanças de precisão.
A Anatomia da Operação
A investigação culminou num “dia D” de intensa atividade operacional, com o cumprimento de 36 mandados de busca (divididos equitativamente entre residências e veículos/anexos).
- Perfil dos Detidos: 11 homens e 4 mulheres, com idades entre os 21 e os 45 anos.
- Território: A rede operava de forma articulada entre o interior (Paredes) e a zona litoral/metropolitana (Maia e Gaia), garantindo um alcance geográfico vasto.
- Força Combinada: A presença do GIOE (Grupo de Intervenção de Operações Especiais) e do Corpo de Intervenção da PSP indica que as autoridades previam resistência armada ou a necessidade de entradas táticas de alto risco.
Justiça e Próximos Passos
Os 15 detidos foram constituídos arguidos e presentes ao Tribunal Judicial de Penafiel. Dada a quantidade de droga, a posse de armas proibidas e a natureza organizada do grupo, é expectável a aplicação de medidas de coação pesadas, não estando excluída a prisão preventiva para os principais cabecilhas da rede.
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