O novo serviço de Metrobus do Porto inicia a sua fase experimental já este sábado, dia 28 de fevereiro. Durante todo o mês de março, o transporte que liga a Casa da Música à Praça do Império funcionará de forma gratuita, servindo como período de teste e afinação antes do arranque da operação comercial, previsto para 1 de abril.
A operação, apresentada esta terça-feira pela Metro do Porto, contará com cinco veículos movidos a hidrogénio e terá um horário de funcionamento entre as 06h00 e as 22h00.
Frequências e Tempos de Viagem
Nesta primeira fase (Casa da Música – Praça do Império), o sistema foi desenhado para oferecer tempos de percurso rápidos, embora condicionados nalguns pontos pelo tráfego rodoviário:
- Frequência em hora de ponta: 10 minutos.
- Frequência fora da hora de ponta: 15 minutos.
- Tempo de percurso previsto: Entre 12 a 15 minutos para ligar os dois extremos da linha, com paragem em sete estações.
Segundo João Nuno Aleluia, diretor de exploração da Metro do Porto, o sistema semafórico será crucial para garantir a fluidez, abrindo os sinais para o Metrobus e o restante tráfego em simultâneo sempre que possível. Na Avenida Marechal Gomes da Costa, o veículo partilhará a via com os automóveis, ficando sujeito às condições normais de trânsito.
Afinações e Acessibilidade
Sendo um período experimental, a Metro do Porto admite que alguns sistemas poderão não estar a 100% no primeiro dia, nomeadamente os avisos sonoros de aproximação às estações. Relativamente à mobilidade reduzida, o acesso de cadeiras de rodas será feito pela porta da frente, estando os motoristas instruídos para garantir uma paragem o mais próxima possível da plataforma das estações.
Os veículos estão equipados com:
- Zona para bagagens e pranchas de surf;
- Carregadores USB e USB-C;
- Mapas de rede que já antecipam a segunda fase (até à Anémona) e a futura Linha Rosa do Metro.
Investimento e Polémica
O projeto do Metrobus representa um investimento global de 76 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento do Estado.
A obra, concluída há mais de um ano, foi marcada por sucessivos atrasos e tensões políticas entre a Metro do Porto e o município. O diretor de exploração clarificou ainda que, com o início do serviço, o canal de circulação deixa de poder ser utilizado para fins recreativos (corrida ou ciclismo), sendo o uso partilhado com modos de mobilidade suave considerado “inviável”.


