Valongo precisa de mais vozes, mais cores e mais futuro. Durante demasiado tempo, o concelho tem sido governado por uma única voz, com políticas pouco abertas à participação popular. Chegou o momento de romper o silêncio e dar espaço a quem nunca foi ouvido. Esta candidatura é das mulheres invisíveis. É dos jovens sem casa. É dos trabalhadores precários. É dos idosos esquecidos. É de todas as pessoas que se levantam cedo, trabalham duro e querem um concelho justo.
Apresentamo-nos como uma candidatura verdadeiramente de esquerda. Porque não fugimos das lutas difíceis. Porque escolhemos estar do lado certo da história. Acreditamos num concelho que protege direitos, combate desigualdades e assume a democracia como prática quotidiana.
Habitação é a primeira prioridade. Não aceitamos que tantos jovens e famílias sejam empurrados para fora de Valongo pela especulação imobiliária. Propomos a criação de um parque municipal de habitação para arrendamento acessível, a reabilitação de fogos devolutos e a definição de quotas de habitação a custos controlados em novos empreendimentos. Queremos um Conselho Local de Habitação, com moradores e associações, para garantir transparência e participação.
Na mobilidade, defendemos transportes públicos gratuitos para todos os residentes, a expansão da linha do Metro até Valongo e melhores ligações ferroviárias e rodoviárias. Vamos criar ciclovias, percursos pedonais seguros e sistemas de transporte flexível entre freguesias. Porque a mobilidade não pode ser um privilégio de quem tem carro.
A justiça climática será também uma bandeira. É urgente encerrar definitivamente o aterro de Sobrado e requalificar essa área de forma ecológica. Queremos mais zonas verdes urbanas, hortas comunitárias e planos de arborização nas escolas e espaços públicos. A saúde ambiental tem de ser central numa política que se quer de futuro.
Para a juventude e cultura, propomos Casas da Juventude em cada freguesia, um Orçamento Participativo Jovem de 200 mil euros por ano e acesso gratuito a eventos culturais e desportivos para estudantes. Defendemos ainda um centro cultural comunitário em Ermesinde e internet gratuita, universal e de qualidade para todos os munícipes.
Nos direitos sociais, queremos Gabinetes de Apoio ao Idoso em cada freguesia, mais respostas públicas de creche e apoio à infância, programas de saúde mental em parceria com o SNS e um Gabinete Municipal para a Igualdade e Inclusão, que combata a violência doméstica e a discriminação.
Defendemos ainda transparência e participação: transmissões online das reuniões da Assembleia Municipal, orçamentos participativos por freguesia e dados abertos acessíveis a toda a população.
Não esquecemos o bem-estar animal, com reforço do centro municipal, mais zonas de lazer para animais e apoio transparente às associações locais. Nem os trabalhadores da autarquia, que merecem vínculos estáveis, salários dignos e programas de valorização profissional.
O Bloco de Esquerda apresenta-se em Valongo com um programa sólido, que nasce do território e das lutas das pessoas. Não trazemos promessas vagas, mas soluções concretas construídas em diálogo com a comunidade. Queremos mais cidades que liderem pela justiça urbana, que reabilitem centros, apoiem o comércio local e garantam serviços públicos de proximidade.
Esta candidatura é a alternativa. É a coragem de pôr fim ao monólogo e abrir caminho a uma democracia local plural, transparente e participada. Porque Valongo merece mais.
Mais vozes, Mais cores, Mais Valongo.
Nuno Miguel Silva
Candidato à Câmara Municipal de Valongo

