Bloco de Esquerda apresentou Nuno Miguel Silva a Valongo com a presença de Catarina Martins

Catarina Martins reforça lançamento da candidatura do Bloco de Esquerda em Valongo

O Bloco de Esquerda apresentou este fim de semana, em Ermesinde, a sua candidatura à Câmara Municipal de Valongo, encabeçada por Nuno Miguel Silva, num ato público marcado pela presença da eurodeputada Catarina Martins.

A antiga coordenadora do Bloco e atual eurodeputada destacou a relevância desta candidatura, sublinhando “a importância de abrir espaço à pluralidade política em Valongo, depois de anos de governação em regime de maioria absoluta”. Catarina Martins descreveu Nuno Miguel Silva como “um candidato de enorme força, com capacidade para enfrentar os desafios do concelho e coragem para dar voz a quem nunca foi ouvido”.

O discurso do candidato centrou-se na ideia de que esta é “uma candidatura dedicada às mulheres invisíveis – aquelas que dedicaram uma vida inteira a cuidar de famílias e comunidades sem salário, sem reconhecimento e, muitas vezes, sem direito sequer a uma reforma”. Para Nuno Miguel Silva, estas mulheres simbolizam “a resiliência que sustenta silenciosamente a sociedade” e são o ponto de partida de uma campanha que pretende transformar invisibilidade em dignidade e direitos.

A habitação, a mobilidade e a justiça climática foram apontadas como prioridades. O Bloco propõe a criação de um parque municipal de habitação para arrendamento acessível, a reabilitação de fogos devolutos e a imposição de quotas de habitação a custos controlados nos novos empreendimentos, combatendo a especulação imobiliária que expulsa jovens e famílias do concelho.

Na mobilidade, a candidatura defende a gratuitidade dos transportes públicos para todos os residentes e a expansão da linha do Metro até Valongo, com integração plena no sistema metropolitano de transportes. “Valongo é um concelho de trabalhadores que todos os dias se deslocam para o Porto e para concelhos vizinhos. É uma questão de justiça: se pagamos impostos como todos os outros, temos direito a transportes públicos de qualidade”, afirmou o candidato.

Outro dos compromissos assumidos passa pela justiça climática, com o encerramento definitivo do aterro de Sobrado e a recuperação ecológica da área. O programa prevê ainda a criação de novas zonas verdes urbanas, hortas comunitárias em terrenos devolutos e a arborização de escolas e espaços de lazer com espécies autóctones, além da instalação de uma rede de monitorização da qualidade do ar em todo o concelho.

A candidatura do Bloco propõe também acesso universal e gratuito à internet em todo o concelho, abrangendo casas, serviços públicos, transportes e espaços comuns, assumindo a conectividade como direito fundamental de cidadania e fator de coesão territorial.

Para Nuno Miguel Silva, esta é uma candidatura assumidamente inclusiva e orgulhosamente de esquerda” que irá procurar “fazer de Valongo o município mais inclusivo de Portugal”, reforçando o objetivo de combater a violência doméstica e a LGBTIfobia através de um programa que propõe, entre outras medidas, a criação de um Gabinete Municipal para a Igualdade e Inclusão.

No campo da democracia local, o Bloco defende a transmissão online das reuniões da Assembleia Municipal e das freguesias, a criação de orçamentos participativos em cada freguesia e uma plataforma municipal de dados abertos. “A democracia não se esconde, mostra-se. Queremos uma autarquia transparente, participada e próxima das populações”, sublinhou o candidato.

No fecho da sessão, Nuno Miguel Silva afirmou que “esta é a candidatura dos jovens sem casa, dos trabalhadores precários, dos idosos esquecidos e de todas as pessoas que se levantam cedo, trabalham duro e querem simplesmente um concelho justo”. E concluiu: “É a candidatura que rompe o silêncio, que traz pluralidade, que defende quem nunca foi ouvido. Uma candidatura verdadeiramente de esquerda, porque não foge das lutas difíceis e está do lado certo da história”.

Com o lema “Mais Vozes. Mais Cores. Mais Valongo.”, o Bloco de Esquerda assume-se como alternativa para abrir uma nova página na história política do concelho, apostando na justiça social, na democracia local e na inclusão.