A maioria dos 38 migrantes que desembarcaram ilegalmente na passada sexta-feira à noite, numa praia de Vila do Bispo, no Algarve, já se encontra em centros de instalação temporária, onde permanecerá até à saída de Portugal.
Segundo a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da GNR, duas famílias foram transferidas na noite de segunda-feira para a Unidade Habitacional de Santo António, no Porto. O grupo incluía um adulto com um filho de oito anos e um casal com dois filhos, de um e dez anos.
Na tarde de terça-feira, outros 24 migrantes saíram do pavilhão de acolhimento temporário em Sagres com destino ao Porto e a Faro. No total, 30 dos 38 migrantes já foram realojados. Quase todos têm ordem judicial para abandonar voluntariamente o país até ao final deste mês.
No Porto, o Exército instalou uma tenda com capacidade para 12 pessoas e dois contentores com quatro camas cada. A PSP confirmou que poderão chegar mais migrantes nos próximos dias, podendo a capacidade de acolhimento ser reforçada.
Tragédia no Mediterrâneo volta a abalar Lampedusa
Enquanto Portugal continua a gerir a chegada de migrantes por via marítima, o Mediterrâneo central voltou a ser palco de uma das suas piores tragédias recentes. Pelo menos 20 pessoas morreram e entre 12 e 17 estão desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação proveniente da Líbia, ocorrido esta quarta-feira a 14 milhas a sudoeste da ilha italiana de Lampedusa.
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), as equipas de salvamento, que resgataram cerca de 60 sobreviventes, enfrentam operações “muito complexas” devido às condições do mar.
Desde o início do ano, já se registaram 675 mortos e desaparecidos nesta rota migratória, considerada uma das mais perigosas do mundo. Lampedusa, com apenas 20 quilómetros quadrados e cerca de seis mil habitantes, é um dos principais pontos de entrada na Europa para migrantes que atravessam o Mediterrâneo em embarcações precárias, operadas por redes de tráfico humano.
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