A presença de baratas no concelho de Valongo, com particular incidência em Ermesinde, tem causado crescente indignação popular, motivando debates em assembleias públicas, denúncias nas redes sociais e a organização de um abaixo-assinado subscrito por 474 cidadãos, exigindo uma resposta mais eficaz da autarquia.
O tema, que o Jornal Novo Regional já havia noticiado, voltou a estar em destaque nos últimos dias, depois de ter sido levado tanto à Assembleia de Freguesia de Ermesinde como à Assembleia Municipal de Valongo. As explicações oficiais apontam o aquecimento global como causa provável do aumento da presença de baratas, mas a população não se mostrou satisfeita com a resposta.
Apesar disso, foram visíveis nos últimos dias várias intervenções de limpeza e desinfestação, especialmente na zona da Gandra, que, segundo relatos de moradores, resultaram numa redução significativa da presença da praga. No entanto, continuam a surgir vídeos de denúncias em redes sociais, oriundos de diversas zonas da cidade.
A situação motivou a criação de um abaixo-assinado promovido pela iniciativa “Vamos Falar de Ermesinde”, endereçado ao presidente da Câmara Municipal de Valongo. No documento, os signatários reclamam uma desinfestação urgente, alargada e eficaz em toda a cidade, com reforço nas zonas da Gandra, Centro, Costa e Travagem.
“Este cenário representa um risco inaceitável para a saúde pública”, lê-se no comunicado. “A situação tem vindo a agravar-se, com relatos diários de infestação em residências, ruas, contentores de lixo e zonas comerciais.”
O grupo afirma que já foram feitas mais de 400 denúncias, incluindo mais de 100 apenas na zona da Gandra, e acusa a Câmara de inércia na resposta ao problema, apesar de reconhecerem a existência de ações recentes no terreno.
Caso não haja uma atuação imediata e visível, o comunicado avisa que estão previstas ações públicas de protesto, incluindo:
- Contacto com meios de comunicação social nacionais para solicitar jornalismo de investigação;
- Organização de uma manifestação popular durante a Noite Branca, com participantes vestidos de preto, como símbolo de luto pelo “estado de degradação” da cidade.
A organização garante disponibilidade para colaborar com a autarquia na identificação das zonas mais críticas e no acompanhamento da execução das medidas que venham a ser adotadas.
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