Carlos Brás, antigo deputado e ex-vereador do Partido Socialista em Gondomar, apresentou oficialmente a sua candidatura independente à presidência da Câmara Municipal de Gondomar. A decisão, anunciada esta terça-feira, marca a rutura com o PS, partido ao qual pertence desde 1999 e onde ocupava cargos na Concelhia local e na Federação Distrital do Porto.
Aos 56 anos, Carlos Brás posiciona-se agora como adversário direto de Luís Filipe Araújo, o atual presidente da autarquia e candidato socialista, que assumiu o cargo em fevereiro deste ano após a saída de Marco Martins para a presidência dos Transportes Metropolitanos do Porto.
Em declarações, conforme o JN, Brás justificou a sua candidatura com críticas duras à atual liderança do município, apontando “fragilidades evidentes” na gestão financeira e no urbanismo. “A gestão financeira está em situação caótica. Deixei as contas em ordem quando saí e agora há fornecedores com pagamentos em atraso há mais de um ano”, afirmou. Também alertou para a má elaboração do orçamento e para o risco de perda de fundos europeus.
No que toca ao urbanismo, Carlos Brás considera que o setor “precisa de atenção redobrada”, acusando a autarquia de não estar a dar resposta adequada às necessidades do concelho.
O agora candidato independente assegura que esta decisão foi tomada antes das eleições legislativas, mas optou por mantê-la em reserva para “não criar ruído durante a campanha para o Parlamento”. Rejeita, no entanto, que esta candidatura represente uma cisão no PS, defendendo-a como suprapartidária.
Carlos Brás destaca como prioridades para Gondomar a criação de riqueza, a captação de investimento e a transição ecológica.
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