“Histórias sem Fronteiras”: jovens migrantes da Maia dão vida a curtas de animação com estreia marcada para 15 de maio

Imagem em destaque: Município da Maia

Projeto do Agrupamento de Pedrouços une cultura, educação e integração através do cinema

O Grande Auditório do Fórum da Maia recebe no próximo dia 15 de maio a primeira exibição pública dos filmes criados no âmbito de “Histórias sem Fronteiras”, um projeto-piloto que aposta no storytelling e no cinema de animação como ferramentas para promover a integração de jovens migrantes no meio escolar e na sociedade.

A iniciativa é dinamizada pela associação Hirundo, em parceria com o Agrupamento Escolar de Pedrouços, e inspira-se no premiado projeto internacional “Open Camp – a New Narrative from Children in Refugee Camps”, desenvolvido na Grécia. O programa, distinguido em 2023 pela Art Explora – Académie des Beaux-Arts, chega agora à Maia com um modelo centrado nas histórias reais dos próprios alunos.

Curtas de animação revelam vivências e culturas dos alunos migrantes

Ao longo dos últimos meses, os jovens participaram num processo criativo de co-criação, durante o qual deram voz às suas vivências, memórias e culturas, através da criação de curtas-metragens de animação. O resultado final será apresentado à comunidade escolar, em festivais de cinema e em espaços de divulgação cultural, com o propósito de despertar empatia e promover a compreensão intercultural.

Segundo a organização, o projeto pretende “dar rosto e voz a realidades que os números não conseguem contar”, promovendo uma integração mais humanizada e duradoura.

Apoios e parcerias

“Histórias sem Fronteiras” conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação “la Caixa”, no âmbito da iniciativa PARTIS & Art for Change, e tem como parceiros a Câmara Municipal da Maia, a Direção-Geral da Educação e a Cooperativa Cola.

Sobre a Hirundo

A associação Hirundo tem vindo a afirmar-se na área dos projetos culturais e educativos com impacto social, promovendo o pensamento crítico e a participação ativa através das artes. Com uma abordagem inovadora, procura estimular a mudança positiva e criar espaços de diálogo e partilha entre diferentes comunidades.

A exibição dos filmes em maio marcará um momento simbólico de celebração da diversidade e do poder da arte na construção de uma escola – e de uma sociedade – mais inclusiva.

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