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Portugal perde anualmente 225 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 26,9% do total que entra na rede de abastecimento, segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). No entanto, alguns municípios destacam-se pela eficiência na gestão deste recurso essencial.

Os concelhos de Matosinhos, Vila do Conde, Barcelos, Santo Tirso e Trofa apresentam as menores perdas de água do país. Matosinhos e Vila do Conde registaram apenas 9,1% de desperdício, Barcelos ficou nos 9,5%, e Santo Tirso e Trofa nos 10,4%, valores muito abaixo da média nacional.
Desperdício de água mantém-se elevado há mais de uma década
O relatório da ERSAR, intitulado “Caracterização do setor de águas e resíduos”, revela que as perdas de água mantêm-se próximas dos 30% há mais de dez anos, sem melhorias significativas, e resultam de dois tipos principais de ineficiências:
- Perdas reais – causadas por fugas, avarias ou ruturas na rede, representando cerca de dois terços do desperdício.
- Perdas comerciais – relacionadas com erros de medição, contadores obsoletos e até consumos não autorizados.
Dos 201 municípios analisados, 165 apresentam perdas superiores a 20%, nível máximo considerado “bom” pelo regulador. Em alguns casos extremos, o desperdício atinge 84,8% da água distribuída.
Tecnologia e rapidez na resposta como chave do sucesso
Segundo Pedro Perdigão, CEO do Grupo INDAQUA, o sucesso destes cinco concelhos deve-se a dois fatores essenciais: tecnologia e equipa especializada, uma monitorização permanente da rede com sensores e inteligência artificial, permitindo a deteção rápida de ruturas e anomalias no abastecimento, e uma equipa de especialistas em eficiência hídrica, que garantem uma rápida resposta operacional para resolver problemas na rede.
“Cada vez teremos menos recursos hídricos disponíveis, e é essencial aumentar a eficiência da sua gestão. Reduzir perdas deve ser uma prioridade nacional, pois mitiga desperdícios com menos impacto ambiental e custos mais reduzidos, comparativamente a soluções como a dessalinização ou a construção de novas barragens”, destaca Pedro Perdigão.
Em 2024, nos nove concelhos geridos pela INDAQUA, a média de água não faturada foi de 11%, com seis deles a atingirem mínimos históricos.
Os municípios de Matosinhos, Vila do Conde, Barcelos, Santo Tirso e Trofa registaram as menores perdas de água do país em 2023, de acordo com os dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). Estes concelhos, geridos por empresas do Grupo INDAQUA, apresentam índices de desperdício significativamente abaixo da média nacional.
Os números revelam que Matosinhos e Vila do Conde registaram perdas de apenas 9,1%, seguidos de Barcelos com 9,5% e Santo Tirso e Trofa com 10,4%. Estes valores contrastam com a média nacional de 26,9% de desperdício e com os casos mais críticos, onde as perdas atingem 84,8%.
Para o CEO do Grupo INDAQUA, Pedro Perdigão, este nível de eficiência deve-se a dois fatores principais: tecnologia avançada e uma equipa especializada. O grupo recorre a sensores, inteligência artificial e análise de dados para monitorizar as redes de abastecimento em tempo real, identificando rapidamente ruturas e outros problemas. “Se todo o país tivesse o mesmo nível de desempenho da INDAQUA, poderíamos estar a poupar mais de 120 milhões de m3 de água, o que significaria ter água disponível para abastecer todo o território continental por mais três meses” defende.
Além de reduzir custos, a aposta na eficiência hídrica é vista como uma estratégia essencial para a sustentabilidade dos recursos hídricos, evitando soluções de maior impacto ambiental e financeiro, como a dessalinização ou a construção de novas barragens.
Em 2024, nos nove concelhos geridos pela INDAQUA, a média de água não faturada situou-se nos 11%, com seis deles a alcançarem mínimos históricos.
