Português natural de Ermesinde morre ao defender polícias em França (atualizado)

Imagem em destaque: Pixabay

Lino Sousa Loureiro, um português natural de Ermesinde, perdeu a vida este sábado em Mulhouse, França, ao tentar defender agentes da polícia durante um ataque terrorista. O homem de 69 anos, emigrado desde 1992, foi mortalmente esfaqueado ao intervir no momento em que o agressor atacava os agentes.

O ataque ocorreu durante uma manifestação relacionada com a situação política na República Democrática do Congo. O suspeito, um homem de 37 anos de nacionalidade argelina, já estava sinalizado pelas autoridades francesas por ligações a movimentos extremistas. No momento do ataque, gritou “Allahu Akbar”, levando as autoridades antiterroristas francesas a assumir a investigação do caso.

Além da morte do cidadão português, cinco agentes da polícia ficaram feridos, dois deles com gravidade. O agressor, que estava sob vigilância e em prisão domiciliária, foi detido pouco depois do ataque. As autoridades francesas avançaram que ele já tinha sido condenado por apologia do terrorismo e estava sob ordem de expulsão do país, mas não chegou a ser deportado devido a recusas da Argélia em aceitar a sua extradição.

A comunidade portuguesa em Mulhouse rapidamente se mobilizou para homenagear Lino Loureiro. O Grupo Cultural e Folclórico dos Portugueses de Mulhouse organizou uma cerimónia em sua memória, enaltecendo o seu ato de coragem e solidariedade. “O seu ato de bravura permanecerá gravado nas nossas memórias”, declarou a associação.

A morte do português gerou reações tanto em França quanto em Portugal. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o ataque como um “ato de terrorismo islâmico”, enquanto o ministro do Interior, Bruno Retailleau, defendeu um endurecimento das políticas de segurança e imigração.

Já em Ermesinde, terra natal da vítima, a notícia causou consternação entre familiares e antigos conhecidos, que recordam Lino Loureiro como um homem trabalhador e sempre disposto a ajudar.

O caso reabre o debate sobre a segurança em França, país que continua em alerta máximo devido à ameaça terrorista. Paralelamente, o governo português acompanha o processo e presta apoio à família do cidadão falecido, que se tornou um símbolo de bravura no meio da tragédia.

Atualização:
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já se manifestou sobre o caso. Em comunicado, através da Presidência da República, endereçou as condolências à família e à comunidade portuguesa presente em França, no seguimento do atentado que vitimou o ermesindense, Lino Sousa Loureiro. No mesmo comunicado “condena veementemente aquele ataque de ódio”.